PSD na linha da frente nas propostas de apoio económico-social para Palmela

Há bem pouco tempo, a Câmara de Palmela congratulava-se por ter uma boa autonomia financeira, aparecendo em 13º lugar no anuário dos municípios portugueses de 2019 elaborado pela Ordem dos Contabilistas Certificados.

No mesmo documento a Câmara de Palmela também aparece em 23º lugar na lista dos municípios com maior peso da receita fiscal na receita total e em 31º lugar nos municípios com maior receita fiscal em 308 municípios! Ou seja, é dos municípios que mais impostos cobra à população não os aplicando em proveito desta, mas claro isto não interessa ao município divulgar, e pouco importa deixar a população do concelho para segundo plano e com necessidades básicas não resolvidas ao longo dos anos, tudo em nome da boa autonomia financeira

Nem a grave situação económica e social que vivemos devido às restrições impostas pela pandemia desde Março do ano passado e que tem levado como se sabe a grandes dificuldades no comércio local, na restauração, no alojamento, em muitas empresas mas também nas famílias mais carenciadas, faz a Câmara de Palmela mudar de governação.

Como exemplo disso – através do seu vereador Paulo Ribeiro – o PSD apresentou na ultima reunião de Câmara duas propostas de âmbito excecional para a área económica e social e que visavam a disponibilização de uma verba de um milhão de euros no total, para as empresas e empresários em nome individual que maior quebra tiveram na sua faturação e que mediante certas regras a serem aprovadas, ajudassem à sobrevivência destas empresas e à manutenção de postos de trabalho, assim como uma ajuda extraordinária para as famílias mais afetadas pela pandemia e que mediante certas regras como um máximo de rendimento mensal per capita entre outras, pudessem receber um apoio económico do programa municipal.

O PSD esteve, como sempre, na linha da frente na sua principal preocupação, que são as pessoas.

A maioria comunista da Câmara de Palmela esteve também como sempre e chumbou as propostas do PSD, com a ajuda habitual do PS, seu parceiro de governação, que se absteve, desresponsabilizando-se assim, de no seu papel autárquico, e ao contrário de tantas outras autarquias no país, fazer uso da proximidade que tem com a população, do conhecimento que tem do território e das suas gentes, para ajudar à sustentabilidade quer económica, na manutenção das empresas e de postos de trabalho, quer a nível social onde as autarquias devem estar na linha da frente, apoiando os mais carenciados e que mais tem sofrido com o impacto da crise, e onde as IPSS e associações de apoio social existentes já não conseguem chegar, quebrando-se assim uma rede de apoio importante que aumentará em muito a crise social no concelho.

Não é isto que Palmela precisa.

 

Por Roberto Cortegano, Diário do Distrito.

A Junta de Freguesia que não sente a Pandemia

Desde o 1º trimestre deste ano que somos atingidos por esta pandemia que infelizmente não sabemos ainda quando nos dará tréguas. Estamos todos a ser afetados na nossa forma de viver quer a nível social quer económico, e temos a noção que tempos muito mais difíceis se aproximam e que é essencial em primeira mão a proteção dos mais fragilizados e vulneráveis, de maneira a reduzir o impacto da crise social que será inevitável.

Para este trabalho, é fundamental o papel das autarquias locais, que pelo conhecimento do território, pelo conhecimento das nossas gentes e pela proximidade com a população, todos esperamos que tenham um papel preponderante na recuperação económica e na coesão social chegando primeiro aos mais desfavorecidos.

No entanto, estas preocupações não parecem afetar minimamente a atuação da gestão comunista da CDU na Junta de Freguesia de Pinhal Novo, onde sou membro da Assembleia de Freguesia pelo PPD/PSD.

A primeira reunião deste órgão no presente ano foi em Junho, devido às restrições impostas pela pandemia, numa sessão fechada ao público e comunicação social.

Aqui foi apresentada uma alteração ao orçamento anual, que, de uma forma muito resumida, se limitou a uma transferência de verbas no montante de cerca de 20.000 euros, basicamente o valor que não foi gasto com as festas anuais que não se realizaram este ano e que foram colocados em reparação e edifícios escolares. Ficamos sem perceber como seriam feitas estas manutenções nas escolas caso se tivessem realizado as festas.

Mas também ficamos sem saber que gastos houve neste primeiro semestre inerentes à pandemia, e de que maneira esta influenciou a atividade da junta de freguesia.

No relatório de atividades, que normalmente é apresentado em todas as assembleias de freguesia, a informação sobre o Covid-19 foi muito vaga, e sobre o qual sugeri logo nesta altura que, ao exemplo do que acontece em muitas juntas de freguesia, deveria ser apresentado um relatório próprio sobre a atividade levado a cabo pela junta de freguesia referente à pandemia, que nos desse uma perspetiva do impacto desta na nossa freguesia e o que fez a Junta de freguesia de maneira a ajudar a sua população. Informam que têm impactos relativos à pandemia, mas ficamos sem saber quais.

Coloquei questões como: de que forma foi divulgada a compra e entrega de alimentos e medicamentos no domicílio aos confinados que dizem ter efetuado? Entraram em contacto com o comércio local a disponibilizar informação para o efeito?

Nas deslocações aos centros de saúde, entraram em contacto com os centros de saúde para o receituário da pessoa estar sempre disponível? Quantas deslocações fizeram? Quantos kms percorreram?

Houve algum apoio, como noutras freguesias, na impressão de trabalhos escolares para os estudantes?

Na Comissão social de freguesia existente, a junta de freguesia obteve informação sobre se há casos suplementares, ou há um aumento de casos de violência domestica? Os pedidos de ajuda para pagamento de faturas, pedidos de apoio alimentar aumentaram? Em quanto?

Referente aos pedidos de RSI, que são tratados pela fundação COI e que a junta informa ceder as instalações para realização dos mesmos, têm informação se esses pedidos aumentaram na freguesia e qual a dimensão do aumento?

Há informação sobre o aumento consequente de desempregados na freguesia, e qual o perfil desses desempregados?

De que forma foi feita a publicitação de informações à população? Eu como habitante desta freguesia, recebia até bem pouco tempo um mail, aproximadamente mensal, com atividade da junta de freguesia de Pinhal Novo, mas que vinha identificado como Junta de freguesia de Poceirão/Marateca! E nunca recebi qualquer informação sobre a pandemia na freguesia! Na página de Internet da Junta de freguesia, ou na página da rede social facebook não há qualquer informação relevante sobre a mesma!

Quanto à desinfeção de ruas, em que zonas foi feita? Quantos kms fizeram? Quantas horas gastaram?

Quanto à colaboração com o município na distribuição de equipamentos de proteção individual, mascaras comunitárias aos munícipes e instituições socias na freguesia que informam terem realizado, têm uma ideia de quantas mascaras entregaram? Onde entregaram? Os apoios para as instituições socias foram só as máscaras? Houve mais equipamentos a serem distribuídos? Quais as instituições que receberam apoios?

Infelizmente nada disto me foi respondido nessa assembleia de Junho passado. Também fiquei logo nessa altura com a preocupação de não ver nada planeado ou pensado para o futuro próximo, sabendo nós já nessa altura que infelizmente a pandemia não nos deixaria tão cedo.

Mas para a Junta de freguesia de Pinhal Novo parece que tudo já passou. Que está tudo normal e não se passa nada. Na assembleia de freguesia seguinte, e última realizada, em Setembro passado, não foi apresentada qualquer alteração ao orçamento anual. Num ano tão atípico como este, a junta de freguesia não sentiu necessidade entre Junho e Setembro de realizar qualquer modificação de verbas para fazer algo face à pandemia que ajude a sua população mais necessitada e desprotegida como é seu dever e obrigação como autarquia local.

Apresentou apenas o normal relatório de atividades, com ainda menos informação sobre a pandemia do que aquela que constava no relatório de Junho, e a minhas questões novamente ficaram sem resposta. Nada quanto aos meses que passaram…nada quanto ao futuro…uma Junta de Freguesia inexistente, onde a pandemia também parece ser inexistente. Mas infelizmente todos sabemos que não é.

A única preocupação é continuarem a proibir o público e a comunicação social de assistirem às assembleias, enquanto em tantas outras freguesias já foram encontradas medidas para haver assistência do público. É a única medida tomada por esta junta de freguesia. Para além de nunca terem aceitado a proposta de alguns partidos da oposição para transmitirem as assembleias através da internet para a população poder assistir em direto através de casa. Terão algo a esconder?

A pandemia continua a aumentar. O número de infetados não para de crescer. O país entrou novamente em estado de calamidade a partir de 15 de Novembro. Vamos continuar sem saber a atuação da Junta de Freguesia, ou podemos facilmente concluir que não estão a fazer nada?

Para que serve esta autarquia no Pinhal Novo? Para que serve o PCP no Pinhal Novo se não percebe que a Junta de Freguesia deve ter resposta na ajuda à área social, às IPSS, ao associativismo que tem que continuar a existir como identidade da nossa cultura e das nossas tradições! Se não percebe que é imperativo que não se quebrem as redes de apoio social existentes e que sem qualquer intervenção poderão não resistir, deixando os mais desfavorecidos e vulneráveis sem ajuda!

Por Roberto Cortegano, Jornal do Pinhal Novo.

Roberto Cortegano entrevistado pelo Jornal do Pinhal Novo

Quando são as eleições?

As eleições serão no próximo dia 3 Julho entre as 18:00 e as 23:00 na sede do PSD Distrital de Setúbal, cita na  Avenida Dr. Manuel de Arriaga, nº16, 3º Esq, Setúbal.

O que o levou a candidatar-se à Comissão Política de Secção do PSD de Palmela?

Faço parte da equipa do PSD Palmela nos últimos 4 anos com o Carlos Vitorino como presidente, tendo sido os 2 últimos anos vice presidente. Considero que temos feito um grande trabalho juntamente com os nossos autarcas em defesa da população do nosso concelho, quer na câmara, quer nas juntas de freguesia, onde conseguimos manter e até aumentar a nossa representação. O que leva a candidatar-me é o considerar que tenho a capacidade, mas acima de tudo a força e a vontade necessária para dar continuidade ao trabalho que temos vindo a realizar, e as bases para consolidar e melhorar esse mesmo trabalho através do apoio de uma  equipa composta por pessoas que fizeram parte de mandatos anteriores, aproveitando o seu conhecimento e experiencia, mas onde surgirão também algumas caras novas que irão trazer com certeza novas dinâmicas, na nossa luta contra a estagnação que o domínio comunista nos tem imposto, ou seja  na nossa luta pelo desenvolvimento do nosso Concelho.

Quais são as estratégias para as eleições autárquicas de 2021?

Estamos a pouco mais de um ano das eleições autárquicas de 2021 e estas terão que ser o grande desafio para este mandato  que tem a duração de 2 anos.

Não fomos ainda eleitos, não temos ainda estratégias pormenorizadas, mas a linha condutora para o PSD terá que passar sempre por conseguirmos escolher os melhores de nós como candidatos, os mais aptos, os melhores aceites e integrados na nossa sociedade, pois só dessa forma conseguiremos o objetivo mínimo a que nos propomos e  que é o de aumentar a nossa representação em todos os órgãos autárquicos, que municipais que nas freguesias. Só com uma maior representação a nível autárquico conseguiremos uma  maior imposição das ideias que acreditamos serem as melhores para a nossa população.

Caso seja eleito irá trabalhar por um PSD mais ativo no concelho?

Concerteza que sim, Acredito que só com um PSD cada vez mais ativo conseguiremos chegar mais perto da sociedade civil, captar mais jovens e aumentar o nosso  numero de militantes, acompanhar a realidade do Concelho,  para termos um PSD Palmela cada vez mais forte na concretização dos nossos objetivos. Para isso teremos de manter contacto com as associações, com as instituições quer publicas ou privadas, com as empresas do concelho assim como com forças de segurança, bombeiros, com as escolas, com os centros de saúde, com os órgãos autárquicos, e com todos aqueles que nos queiram receber,  apostando também na nossa comunicação externa, quer através das rede socias, quer através dos órgãos de comunicação social.

Saudades do capitalismo

Maldita pandemia. Semanas de isolamento social aparentemente sem fim à vista. Dias de angústia e incerteza. Dias, semanas e meses cuja única certeza é ter a morte à espreita, à espera de um descuido nosso, para cumprir a sua terrífica missão.

Apesar de ter o privilégio de continuar a trabalhar, embora num cenário diferente do habitual, normal e desejável, sinto a falta da vivência em normalidade numa sociedade livre que a economia de mercado nos proporciona. Em suma, tenho saudades do capitalismo.

Sinto saudades daquelas pequenas coisas, mas muito significativas, que o capitalismo nos proporciona, que até aqui dávamos como totalmente adquiridas, e que perdemos. Mesmo que temporariamente, mas perdemos. Por exemplo, só aqui em Palmela, perdemos o prazer de ir almoçar ou jantar fora num dos excelentes restaurantes da Vila, da Lagoinha, da Quinta do Anjo e do Pinhal Novo. Perdemos o prazer de dar uma volta aos concelhos vizinhos de Setúbal, Montijo ou Barreiro para usufruir dos respetivos centros comerciais, onde podemos comprar tudo o que gostamos, desde livros a roupas, entre muitas outras coisas. Também o pequeno prazer de tomar um café, num dos ora excelentes, ora acolhedores, ora típicos, cafés do concelho perdemos. Até desfrutar do lindíssimo castelo de Palmela, do seu café e da sua pousada, perdemos. E isso contribui para uma abatimento coletivo que só a responsabilidade de nos mantermos vivos nos faz suportar.

Esta suspensão do normal funcionamento do sistema capitalista transmite-nos a impressão, terrivelmente real, de vivermos num sistema comunista. A memória da vivência das populações dos países da Europa de Leste que depois da II Grande Guerra caíram desgraçadamente sob o jugo da, felizmente, extinta URSS é um cenário que facilmente nos assalta neste momento de abatimento coletivo. A presença do medo, agora do vírus antes do aparelho totalitário e repressivo do Estado. A inexistência da possibilidade de ir comer a um restaurante ou fazer compras num centro comercial. A impossibilidade de circular livremente, a pé ou de carro, por onde e para onde quisermos. As filas de pessoas para entrada em estabelecimentos que vendem bens de primeira necessidade. A sociabilização limitada ou proibida. A desconfiança social generalizada. A miséria económica que se avizinha para aqueles que não trabalham para o Estado. Tudo isto e ainda mais nos remete para uma parcial reedição daquilo que Álvaro Cunhal designava de “sol da terra” e que os libertos das grilhetas do fanatismo ideológico doentio designam de ditadura comunista.

Se alguma coisa verdadeiramente pedagógica esta pandemia nos ensinou foi o que é viver num sistema comunista. Nunca se esqueçam desta lição. Eu não me vou esquecer.

 

Por Colin Marques, Diário do Distrito.

“Isso não é com a Junta, é com a Câmara”

O senhor presidente da junta de freguesia de Pinhal Novo, numa entrevista dada ao JCP, vem transportar para a comunicação social toda a sua incompetência e incapacidade para o cargo que ocupa,  as quais é costume demonstrar nas assembleias de freguesia quando confrontado pela oposição com questões pertinentes, colocadas com abundância em todas as assembleias, e onde revela muitas vezes desconhecimento das mesmas e sucessivamente não encontra soluções, mantendo-as a maior parte das vezes sem resolução.

Ao referir a oposição na entrevista como pouco conhecedora por apresentar problemas que são da competência da câmara municipal, vem apenas transmitir a preocupação e o incómodo que sente com a mesma oposição, por tantas vezes o deixar embaraçado nas assembleias de freguesia, em que a resposta do senhor presidente é muitas vezes “isso é responsabilidade da câmara municipal”.

É lamentável a junta de freguesia de Pinhal Novo ter um presidente que sucessivamente se desresponsabiliza culpabilizando a câmara. Um presidente que não se sente com a obrigação, pela maior proximidade que tem com todos os eleitores, em ser o primeiro a reportar e a encaminhar todas as reclamações que lhe chegam, quer sejam competência da câmara ou de outra entidade qualquer, e a dar a resposta necessária à população.

Na realidade, o senhor presidente sabe que a oposição não tem pouco conhecimento. O que o senhor presidente na realidade quer reconhecer agora com este passar de responsabilidade para a câmara municipal do seu próprio partido, é aquilo que não teve coragem de transmitir ao longo dos seus mandatos, por ideologia politica e por seguir a cartilha imposta pelo PCP, prejudicando desta forma os interesses dos pinhalnovenses, mas que quer agora dizer indiretamente, quem sabe se por divergências existentes dentro do próprio partido e por estar na reta final, e que é a incompetência da câmara municipal de Palmela em Pinhal Novo nas funções que lhe pertencem como por exemplo na limpeza, na construção de nova calçada, no asfalto das estradas municipais, no cuidar dos espaços verdes, na falta de saneamento básico, que tantas vezes a oposição lhe faz lembrar.

O mesmo demonstra o senhor presidente quando se refere ao abandono de património histórico em Pinhal Novo, que não tem tido qualquer intervenção da Câmara Municipal. Só é lamentável que ao longo dos anos como presidente da junta de Pinhal Novo apenas tenha tido a resposta “isso é competência da câmara”.

Posso também mencionar os problemas de mobilidade, que tantas vezes coloco nas assembleias, e que tantos problemas causam em Pinhal Novo, e que o senhor tantas vezes desconhece.

Diz também o senhor presidente da Junta de freguesia na referida entrevista, que gostava que a oposição fosse mais interventiva, o que o obrigaria a estar mais atento.

Ficamos aqui a saber que o facto do senhor presidente ser desatento nas suas responsabilidades (leia-se irresponsável) é culpa da oposição! Interessante no minimo.

Isto para mim, dito pelo senhor presidente, é como receber uma medalha no peito. Bem gostaria o senhor presidente que a oposição o deixasse descansado em questões como o orçamento da junta de freguesia, e não o questionasse ao pormenor sobre o destino que a junta de freguesia dá ao dinheiro dos contribuintes, e que a maioria CDU que lidera a junta de freguesia aplica como bem entende.

Fala também o senhor presidente do mercado caramelo na sua entrevista. Por certo, gostaria que a oposição, mais concretamente o PSD, não o questionasse nas assembleias de freguesia das verbas destinadas anualmente a este evento festivo do qual a freguesia é parceira, verbas essas significativas para o orçamento da junta de freguesia (entre 10.000 a 15.000 euros anuais), e em que o senhor presidente não tem relatório de contas para apresentar quando tal lhe é solicitado. Mesmo tendo-se comprometido a apresentar os relatórios do referido evento desde a primeira edição, sendo que já vai na quarta, ainda não o fez, passados 7 meses do pedido. Bem sei que o irá certamente fazer, mas o que é obvio, e que já se percebeu pela demora,  é que em 4 anos não houve prestação de contas do evento, ficando a transparência e a confiança do executivo da junta de freguesia feridas de morte! Não houve controlo e fiscalização da verba fornecida pelo orçamento da junta de freguesia, dinheiro de todos os fregueses, dinheiro daqueles com que o senhor se preza de vestir-se de caramelo e criar proximidade servindo-lhes a sopa caramela.

Acredito também que o senhor presidente gostaria mais de alguma oposição se nas prestações de contas da junta de freguesia esta não lhe colocasse questões sobre as despesas com maiores desvios ao previsto e ao anos anteriores, e às quais o senhor revela muitas vezes total ignorância nas respostas dadas, tendo já chegado a dizer frases como “ eu não sei porquê, mas se o numero está ai é porque está bem…”, ou se nas retificações que faz ao orçamento da junta de freguesia durante o ano, não fosse questionado muitas vezes sobre a redução de verbas em áreas como a manutenção dos aceiros e caminhos rurais, a limpeza das bermas, a manutenção de escolas de primeiro ciclo, todas elas tão problemáticas, tão reclamadas pelos cidadãos, e tantas vezes levadas às assembleias de freguesia pelo PSD, e que são competências da junta de freguesia!

Diz o senhor presidente que se retira da política no final do mandato. Retira-se de onde provavelmente nunca deveria ter entrado. Para bem dos Pinhalnovenses, espero que juntamente consigo se retire também a CDU de Pinhal Novo.

 

Por Roberto Cortegano, Jornal Concelho de Palmela.

As juntas de freguesia como fator chave de proximidade

As juntas de freguesia constituem em Portugal o nível de poder local e de administração pública mais próximo dos cidadãos, estando como tal numa posição privilegiada no processo de intervenção e proximidade na identificação dos problemas e na criação de dinâmicas de desenvolvimento do respetivos territórios através do envolvimento das entidades locais.

No entanto não é isto que se verifica na nossa freguesia. Como membro da Assembleia de freguesia de Pinhal Novo, verifico um constante desresponsabilizar por parte do executivo da junta de freguesia sempre que confrontado com assuntos fora das suas competências legais, apontando para outras entidades, não se preocupando em ser a própria junta de freguesia a reencaminhar, acompanhar, pressionar, influenciar e tomar diligencias para que a situação seja resolvida.

Daí advém, que a maior parte da população, principalmente os mais jovens e os que mais afastados vivem do centro da freguesia, não conheçam ou nem saibam em que lhes pode ser útil o órgão autárquico que maior relação de proximidade na resolução das suas necessidades e dificuldades deveria ter. Basta olharmos para a pouca ou nenhuma afluência de público numa reunião de assembleia de freguesia para verificarmos o afastamento da população.

Em pleno seculo XXI, numa freguesia com mais de 30.000 habitantes, num tempo de novas funcionalidades da vida urbana, do trabalho, da mobilidade, do consumo, de novos contextos de informação e em que as novas tecnologias estão acessíveis à maior parte da população, não faz a junta de freguesia qualquer uso destas para criar projetos e prestar serviços de proximidade. Como exemplo, e para que se perceba o nível de que falamos, saliento o facto de só agora em 2018, e por minha sugestão, se colocar no regimento interno da assembleia de freguesia um artigo que obriga à colocação do edital da realização das reuniões de assembleia de freguesia nas redes sociais e na página web da junta de freguesia, assim como a colocação na página web das atas das referidas reuniões até 20 dias após a aprovação das mesmas. Como me disse o senhor presidente da junta, “vamos devagarinho, que Roma e Pavia não se fizeram num dia”. Certo. Mas em Pinhal Novo, nem em 44 anos se conseguiu algo.

No âmbito dos serviços e das atividades de proximidade e do apoio direto às comunidades locais, e em todos os domínios dos interesses próprios das populações, os municípios podem delegar competências nas freguesias.

A delegação de competências entre câmaras municipais e juntas de freguesia é efetuada por via contratual, conforme Lei nº 75/2013 de 12 Dezembro, e efetua-se entre estes dois órgãos autárquicos através de contratos interadministrativos, ou através de acordos de execução, caso a delegação de competência seja uma Delegação Legal abrangida pelo nº1 do artº 132º da mesma lei, e que são as seguintes:

  1. a) Gerir e assegurar a manutenção de espaços verdes;
  2. b) Assegurar a limpeza das vias e espaços públicos, sarjetas e sumidouros;
  3. c) Manter, reparar e substituir o mobiliário urbano instalado no espaço público, com exceção daquele que seja objeto de concessão;
  4. d) Gerir e assegurar a manutenção corrente de feiras e mercados;
  5. e) Assegurar a realização de pequenas reparações nos estabelecimentos de educação pré-escolar e do primeiro ciclo do ensino básico;
  6. f) Promover a manutenção dos espaços envolventes dos estabelecimentos referidos na alínea anterior.

Os contratos interadministrativos são totalmente livres quanto à negociação e concretização, enquanto nos acordos de execução, que abrangem as delegações legais acima descritas, há um dever de negociação entre as autarquias envolvidas, que envolve uma obrigatoriedade de meios mas não de resultados, e nem o município nem a freguesia podem recusar unilateralmente negociar acordos de execução. A recusa de negociar, consubstancia um incumprimento da lei e legitima a contraparte a acionar os meios legais.

Atualmente, entre a câmara de Palmela e a junta de freguesia de Pinhal novo as competências delegadas efetuam-se através de dois contratos interadministrativos, um para a rede viária e outro que define a reposição de pavimento em calçada de obras decorrentes da camara municipal e a limpeza e conservação de espaços desportivos, de jogos e de recreio descobertos, e dois acordos de execução para a delegação de competências legais, um que contempla a realização de pequenas reparações nos estabelecimentos pré escolares e primeiro ciclo e manutenção dos espaços envolventes a estes estabelecimentos escolares, e outro que contempla a conservação e manutenção de mobiliário urbano.

No quadro abaixo, podemos verificar as competências delegadas entre a câmara municipal de Palmela e a freguesia de Pinhal Novo e respetivas transferências financeiras:

 

Competências Freguesia Pinhal Novo

2013/2017

Freguesia Pinhal Novo

2017/20121

Educação 166.815,92 € 163.038,00 €
Toponímia 1.500,00 € 1.500,00 €
Calçadas 18.854,00 € 18.854,00 €
Espaços de Jogo e Recreio 35.786,40 € 35.786,40 €
Rede Viária 46.094,00 € 47.189,90 €
Higiene e Limpeza  0,00 € 0,00 €
Espaços Verdes  0,00 € 0,00 €
Mercados Municipais  0,00 € 0,00 €
Mobiliário Urbano 11.300,00 € 11.300,00 €
Recolha de Monos  0,00 € 0,00 €
Limpeza de Bermas  0,00 €  0,00 €
TOTAL 280.350,32 € 277.668,30 €
     

 

Entendendo que a concretização da delegação de competências visa a promoção da coesão territorial, o reforço da solidariedade inter-regional, a melhoria da qualidade dos serviços prestados às populações e a racionalização dos recursos disponíveis, não se entende como a proposta para o mandato de 2017/2021 diminui o valor total das transferências financeiras da câmara para a junta de freguesia de Pinhal novo em cerca de 2.700€, sendo que reduz no acordo de execução das reparações nos estabelecimentos pré-escolares e primeiro ciclo e manutenção dos espaços envolventes a estes estabelecimentos escolares cerca de 3.800 euros e aumenta no acordo de execução da rede viária (manutenção e conservação dos aceiros e caminhos rurais), em relação ao anterior mandato, a módica quantia de 195 euros!

Para além disto, também devia a junta de freguesia de Pinhal Novo, solicitar a realização de um trabalho prévio de estudo que avalie as capacidades da junta de freguesia com o intuito de se obter, através da negociação com a câmara municipal das verbas financeiras e recursos humanos necessários, acordos de execução para outras delegações de competências, como gerir e assegurar a manutenção de espaços verdes e assegurar a limpeza das vias e espaços públicos de maneira a aproximar o exercício das competências o mais possível dos cidadãos, em conformidade com o enunciado no princípio da subsidiariedade e determinando um maior grau de autonomia para a junta de freguesia em áreas de manifesto interesse público e que tão problemáticas têm sido na freguesia de Pinhal Novo, as quais podem ser melhoradas através de uma maior proximidade com a população.

A proximidade é a chave para apelar à participação e envolvimento cívico da população.

 

Por Roberto Cortegano, Jornal Concelho de Palmela.

O núcleo museológico ferroviário de Pinhal Novo

Em Julho de 2017 a Câmara Municipal de Palmela anunciou com pompa e circunstância a assinatura do contrato com as Infraestruturas de Portugal para a subconcessão de uso privativo parcial do antigo edifício de passageiros da estação ferroviária de Pinhal Novo com o objetivo de vir a ser criado o núcleo museológico ferroviário de Pinhal novo.

Para assinalar tal facto, a Câmara Municipal realizou uma cerimónia para a qual convidou autarcas e altas entidades do concelho, divulgando fortemente a noticia pelos meios de comunicação social e no síte de Internet da Camara Municipal.

Aos Pinhalnovenses e à sua comunidade Ferroviária, que há tantos anos aspiram a ter as suas memórias expostas num museu que lhes permita mostrar os acervos que transmitem o quotidiano e a história local e que reflita a importância do comboio para o desenvolvimento da atual vila de Pinhal Novo ao longo dos tempos, uma notícia destas não passou despercebida, para mais acompanhada de que a abertura do museu ao público aconteceria em Maio de 2018.

Muito provavelmente, o espaço temporal destas notícias não aconteceu por acaso. Convém recordar que em Julho de 2017 estávamos a pouco mais de dois meses de eleições autárquicas, e portanto já em clima de pré-campanha.

Infelizmente e passados dois anos da celebração do referido contrato de concessão e um ano depois da anunciada data de inauguração do museu, podemos constatar que tudo não passou de mais um projeto adiado no tempo, como tantas outras obras anunciadas pela Câmara Municipal de Palmela em Pinhal Novo.

O edifício da antiga estação que desde o seu encerramento foi sempre desejado pelos Pinhalnovenses para a instalação do museu ferroviário, continua um espaço fechado e sem vida, sem utilidade que realce a grandeza que o caracteriza pelo seu valioso património de azulejos, apagando-se no tempo como lugar de referência em Pinhal Novo, enquanto a Câmara Municipal, que tanto divulga a importância da cultura como fonte de riqueza de um povo, continua a não agir em conformidade com o que apregoa, e vai adiando promessas.

Para quando teremos no Pinhal Novo e no local esperado o tão desejado museu, que reacenda a memória dos ferroviários em Pinhal Novo através duma exposição permanente com peças depositadas ou até doadas, que realce a sua importância para a evolução local quer a residentes quer a visitantes de Pinhal Novo, fazendo também a promoção do turismo e do comércio tradicional?

No mesmo sentido o museu ajudará também a transmitir aos mais jovens a importância da atividade ferroviária, possibilitando a criação de programas educativos sobre esta temática.

Esperemos que este sonho antigo dos Pinhalnovenses não esteja esquecido e não sirva apenas como promessa eleitoral, e que mesmo com anos de atraso, como é apanágio dos projetos da Câmara Municipal, venha mais tarde ou mais cedo a ser concretizado.

 

Por Roberto Cortegano, Diário do Distrito.

Todos são livres para pensar… como eu!

As últimas semanas foram ricas em intolerância e sectarismo. O líder do PSD no Distrito de Setúbal, Bruno Vitorino, decidiu numa publicação do Facebook, mostrar publicamente a sua indignação por o Agrupamento de Escolas de Santo André (Barreiro) ter promovido uma “visita de estudo” ao Auditório da Escola 2/3 da Quinta da Lomba de alunos do 6º e 8º ano com o objetivo de “promover a igualdade de género” e “sensibilizar os alunos para diferentes orientações sexuais”. A sessão foi ministrada por uma Associação LGBTI e teve um custo de 50 cêntimos por aluno.

A manifestação de uma opinião contrária à posição defendida pelos organizadores do “evento”, algo que seria perfeitamente corriqueiro numa democracia normal, rapidamente deu azo a que uma turba fanatizada ideologicamente se insurgisse com violência, perseguição e ameaças diversas para com o autor da crítica àquilo que se designa por ideologia de género e que de acordo com o entendimento de parte muito significativa da esquerda portuguesa não é nem pode ser objeto de qualquer tipo de crítica. A coisa acabou mesmo por levar duas deputadas do Bloco de Esquerda, Joana Mortágua e outra que não me lembro o nome, a apresentar queixa contra Bruno Vitorino na Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG).

Vamos por partes. O que é afinal a ideologia de género? Basicamente trata-se de uma ideologia e não de uma ciência que opina que uma pessoa não pertence ao sexo a que corresponde (masculino ou feminino) mas antes do “género” que decide pertencer, sendo que esta identidade de género não é condicionada pelas características do corpo, concretamente os órgãos sexuais.

A ideologia de género brota do marxismo, que depois da derrota copiosa na economia, nesta sua nova roupagem, elege como alvo a família e elementos caracterizadores da masculinidade e feminilidade, as bases tradicionais da família. A este respeito, recordo uma anterior e bem-sucedida censura no verão de 2017, também com queixas na CIG, contra a Porto Editora por esta ter publicados blocos de atividades para crianças dos 4 aos 6 anos, com a particularidade de um ser destinado a meninos (com uma capa azul!) e outro a meninas (com uma capa rosa!). Já antes, em abril de 2016, o Bloco de Esquerda tinha iniciado uma “intifada” cá no burgo pela mudança de nome do Cartão de Cidadão para Cartão de Cidadania, pelo mesmo motivo.

Uma vez que a ideologia de género é uma ideologia situada na área da extrema-esquerda marxista procura impor-se de forma totalitária na sociedade, aliás, a única forma que conhece e concebe de controlo e dominação social. Devagar, contando com a desatenção dos mais distraídos, vai conseguindo este objetivo. Quem se recorda de anúncios televisivos passados na década de 90 e início da década passada protagonizados por modelos como Soraia Chaves (Vodafone), Marisa Cruz (revista Maxmen), Joana Freitas (TV Cabo) e o inesquecível anúncio das garrafas plumas da GALP carregadas por uma modelo que despejava sensualidade feminina? Já se perguntaram por que já não se fazem anúncios destes? O totalitarismo da ideologia de género não os permite, da mesma maneira que também não permite livros com atividades distintas para meninos e meninas.

A concretização dos objetivos da ideologia de género passa necessariamente pela doutrinação dos alunos (quanto mais novos melhor) nas escolas para a criação já do não do clássico marxista “homem novo” mas sim da “pessoa nova”, para isso “visitas de estudo” como a do Agrupamento de Escolas no Barreiro são imprescindíveis.

Pelo exposto, considero que Bruno Vitorino esteve muito bem, agindo com coragem em defesa da Democracia perante esta nova e dissimulada forma de totalitarismo.

 

Por Colin Marques, Diário do Distrito.

Roberto Cortegano – Eu autarca me confesso…

Roberto Cortegano, eleito do PSD, na Assembleia de Freguesia de Pinhal Novo

Qual o balanço que faz deste primeiro ano de mandato?

Neste momento posso fazer um balanço do 1º mandato, assim como já praticamente de um terço do segundo, e, infelizmente para todos os Pinhalnovenses, muito pouco de bom tenho a dizer sobre a gestão da nossa freguesia. Surpreende-me a irresponsabilidade e a forma displicente como as preocupações e dificuldades da população são tratadas pela CDU que se julga imune a prestar explicações claras, assumindo a atitude do eu quero posso e mando, demonstrando falta de preparação e muitas vezes ignorância sobre o que se passa na própria freguesia.

O orçamento para 2018 em comparação com orçamentos anteriores, não teve qualquer diferença no investimento aplicado em Pinhal Novo.  Como se tem visto no decorrer do ultimo ano, os problemas com a limpeza de bermas e manutenção de aceiros nas zonas rurais aumentaram, e não se notam também quaisquer melhorias noutras áreas da competência da Junta de Freguesia, como reparação e conservação de escolas, reparação de calçadas, ou equipamentos lúdicos desportivos.

Surpreendeu-me também o papel de alguma oposição em Pinhal Novo, onde  havendo partidos com maior representação na assembleia  de Freguesia como o PS e um movimento(MIM) com a palavra mudança no nome, tenha sido neste primeiro ano a coligação Palmela Mais (PSD/CDS) a única força da oposição a votar contra um orçamento de estagnação que não defende os interesses dos Pinhalnovenses.

Nas competências da Câmara Municipal, como a manutenção de espaços verdes, limpeza urbana e recolha de lixo também nada melhorou e  quando colocados ao executivo estes problemas tão recorrentes na freguesia, somos muitas vezes confrontados com a resposta de que “isso é competência da Câmara” (é sempre bom ver a CDU desculpar-se com… a CDU).

O orçamento para 2019 mantém-se uma cópia do ano anterior, pior ainda, uma cópia de má qualidade, pois mantém inalteráveis todas as áreas referidas anteriormente e ainda retira dinheiro a rubricas de apoio social. Voltamos obviamente a votar contra, e como que a demonstrar que temos razão, que estamos no caminho certo desde o inicio e que somos qualitativamente o maior partido da oposição, também já para 2019 o PS vota contra o orçamento tal como nós, continuando o movimento da mudança  sem qualquer mudança e continuando a dar o seu apoio inequívoco à maioria CDU.

Que problemas gostaria já de ter visto resolvidos?

Problemas para resolver haverá sempre, mas  em Pinhal Novo, há muitos que perduram há demasiado tempo, anos demais e  que são sobejamente conhecidos. Incomoda-me bastante que a CDU pouco ou nada contribuía para os resolver. Temos grandes problemas de limpeza no Pinhal Novo, de recolha de lixo, temos muitos problemas na manutenção de aceiros e limpeza de bermas nas zonas rurais  e na conservação de estradas, e um problema estrutural que afecta toda a freguesia quer nas zonas mais rurais, quer no centro urbano  que é o problema da mobilidade entre lado norte e sul provocado pela linha férrea que atravessa a freguesia, e  que somado à falta de medidas sérias de reabilitação urbana durante anos no lado sul da vila e à falta de um plano sério de revitalização desta zona, provoca  as visíveis assimetrias e divisão entre ambos os lados de Pinhal Novo.

Que projetos gostava de ver concretizados nos próximos meses?

Os projectos que gostaria de ver resolvidos são maioritariamente  aqueles que o senhor presidente da Câmara de Palmela vem sistematicamente todos anos anunciar a Pinhal Novo nas reuniões descentralizadas da Câmara Municipal, e que inclusive em anos de eleições como em 2017 até os coloca em  cartazes nos locais mais visíveis da Vila, mas que ano após ano a população não os vê aparecer, sendo alguns deles já míticos, como a regularização da vala da salgueirinha, a requalificação do  Jardim José Maria dos Santos, a requalificação do largo da Mitra, a resolução do problema da rotunda dos pinheirinhos, a criação do museu do ferroviário cuja Câmara Municipal anunciou em vésperas de eleições no ano de 2017 e que ainda não apareceu,  entre tantos outros com décadas de atraso e que já não são anunciados pois caíram no esquecimento quer da câmara quer da junta de freguesia deixando dificuldades gravíssimas à população como por exemplo o prometido túnel a ser construído entre a Rua Alvares Cabral e a rua do Alentejo que permitiria o acesso ao centro de Pinhal Novo de dezenas de moradores que ficaram “presos” entre as duas linhas férreas.

Acha que a atual maioria CDU tem contribuído para uma melhor gestão da Junta de Freguesia de Pinhal Novo?

Acho que não só não contribui para melhorar , como ainda contribui para piorar  a gestão da freguesia. Repare que nas respostas anteriores em referência a projectos para Pinhal Novo, referi quase sempre a Câmara Municipal e até o Presidente da Câmara. Não consegui referir mesmo que quisesse o Presidente da Junta de freguesia. Significa isto que não temos uma junta de freguesia com a dimensão, com capacidade de gestão para a  maior  freguesia do Concelho, uma freguesia com 30.000 habitantes.

Temos um executivo na junta de freguesia que não apresenta um único projecto, que não tem uma ideia inovadora, que nada faz para aumentar as verbas das quais depende da Câmara Municipal para melhor desempenhar as áreas nas quais tem competências, e muito menos quer aumentar as competências da junta de freguesia e diminuir a dependência da câmara municipal.

Para exemplificar o pensamento e as ideias deste executivo CDU, posso usar uma incrédula citação do Presidente da Junta de Freguesia na ultima assembleia de freguesia: “ Se o orçamento não tem nada inovador, é porque eu já não tenho idade para inovações…”. É  inacreditável que o futuro de Pinhal Novo esteja dependente deste tipo de pensamento redutor  e baseado em interesses pessoais e partidários, e que se comprometa desta maneira o futuro dos Pinhalnovenses por quem apenas aparece e demonstra algum empenho nos eventos festivos anuais de Pinhal Novo, e aqui sim, justiça seja feita, consigo ver uma área em que este Presidente e este executivo da Junta de Freguesia têm contribuído para melhorar gradualmente, como por exemplo o mercado caramelo que tão bem representa Pinhal novo. Mas, nem só de festas vive o povo. Acredito sinceramente que este Presidente e este executivo serviriam bem a população como membros de uma associação de festas. Nunca para gerir uma freguesia com a  dimensão de Pinhal Novo.

Que medidas, na sua opinião, deviam ser tomadas para esta freguesia?

Precisamos de uma adaptação à realidade do mundo em que vivemos por parte da Junta de Freguesia. Será necessário adaptar a freguesia às novas tecnologias de maneira a aproximar-se da população, principalmente dos mais jovens, usando-as para fornecer serviços,  para divulgar eventos e publicitar a freguesia, para divulgar programas à população. Programas estes que passam por áreas como a sensibilização à sujidade provocada pela população nos espaços verdes e nas ruas, principalmente com os seus animais domésticos,  onde terá também que haver um maior controlo e fiscalização.  Programas de intervenção e  apoio social. É necessário também criar um programa de marketing de revitalização do lado sul que chame a população para aquela zona da vila e ajude a revitalizar o comercio local da zona. A junta de freguesia de Pinhal Novo precisa de mostrar à população que existe e que está aqui para a servir.Para isso é necessário negociar e exigir da Câmara Municipal o aumento das transferências financeiras recebidas paras as competências delegadas na junta de freguesia como a manutenção dos aceiros rurais e bermas, a manutenção e reparação das escolas de primeiro ciclo, e a reparação de calçadas. É também imperativo que a freguesia de Pinhal Novo, a maior do concelho, consiga negociar com a câmara municipal as verbas necessárias para ter nas suas competências a gestão dos espaços verdes e a limpeza das ruas, criando através da proximidade uma melhor gestão e um melhor serviço à população nestas áreas.

Se o PSD estivesse no executivo, que prioridades defendia para esta freguesia?

As prioridades que defenderia, foram em grande parte já referidas nas questões anteriores. Existem prioridades imediatas como a limpeza das ruas e dos espaços verdes, a manutenção dos aceiros rurais e da rede viária e as dificuldades de mobilidade  em Pinhal Novo derivadas da linha férrea.

Currículo

Nome: Roberto Lopes Cortegano

Idade: 44 anos

Cargos que já ocupou:

  • Vogal da Comissão Politica do PSD Palmela  2016-2018
  • Vice-Presidente da Comissão Politica do PSD Palmela  2018-2020
  • Membro da assembleia de Freguesia de Pinhal Novo pela coligação Palmela Mais  2017-2021

Uma frase que defina a freguesia de Pinhal Novo:

A vila do concelho com mais potencial para ser cidade, assim seja esse potencial bem explorado.

 

in Jornal Concelho de Palmela, 22 de Janeiro de 2019

Julgar uma campanha política pequenina é um dever cívico

Voltaire sentenciou que “a política tem a sua fonte na perversidade e não na grandeza do espírito humano.” Ocorreu-me este pensamento deste brilhante filósofo que a França ofereceu à humanidade – embora muitos não tenham aprendido nada com ele como já se vai perceber – quando assisti à campanha protagonizada pelo Partido Socialista (PS) em Palmela ao longo dos cinco dias da Festa das Vindimas.

Os socialistas de Palmela alugaram um espaço (stand) com a finalidade de servir como palco de toda a elegância, decoro e elevação política que tanto os une como os galvaniza. O que conseguiram com estrondoso êxito. Ninguém que por lá passou e assistiu ao espectáculo pacóvio exibido ininterruptamente naquele palco pode ter ficado indiferente à triste figura que vários dirigentes socialistas do concelho e do distrito protagonizaram.

Passo a explicar em que consistiu a performance socialista, isto é, da “Alternativa de Confiança”, como sem pudor se intitulam. Ignoro a autoria da ideia, mas, dada a infantilidade da coisa, não é difícil atribuir a façanha à Juventude Socialista de Palmela. O espectáculo consistiu em convidar os transeuntes a atirar uma bola de borracha contra umas latas empinadas em forma de triângulo decoradas com as caras de Pedro Passos Coelho e de alguns dos seus ministros (entre os quais constava o… Presidente da República, o que dada a ignorância oceânica que por ali andava não causa pasmo…) com o objectivo de as derrubar – simbolizando o derrube efectivo do Governo. Quem conseguisse a proeza era premiado com um chapéu vermelho de papel com o símbolo do punho fechado dos socialistas, uma régua e um jornal de campanha. Foram vários, sobretudo crianças mas também adultos infantilizados, que obtiveram sucesso. Embora para o efeito não seja alheio o facto de não haver limite para as tentativas. Não posso deixar de notar que, em jeito de cereja no topo do bolo, a coreografia do espectáculo era encimada por uma faixa com o slogan “é tempo de confiança”…

A coisa fosse da exclusividade dos jotinhas de “Confiança” compreendia a boçalidade do espectáculo. O que verdadeiramente me surpreendeu foi ver dirigentes e autarcas como Raul Manuel Cristóvão, Maria Natividade Coelho ou Pedro Taleço se deixarem cobrir de ridículo e participarem com um entusiasmo de crianças no espectáculo, atirando bolas e ganhando chapéus, além de incentivar outros a fazer o mesmo.

Depois percebi que o povo está coberto de razão quando defende que o “exemplo deve vir de cima”. A própria líder distrital e número um da lista da “Alternativa de Confiança” pelo Distrito, Ana Catarina Mendes, também participou com uma alegria de menina e lá atirou a sua bolinha e ganhou o seu chapeuzinho.

Esta maneira pequenina de fazer política merece ser julgada nas urnas. Espero que assim seja em nome do decoro e da elevação que se deseja na vida pública e política de um país europeu moderno e civilizado.

 

Por Colin Marques, Diário da Região.