Miudezas de um ano de governo da nossa terra

Foi no dia 16 de Outubro de 2021 que o Executivo minoritário da CDU tomou posse para liderar o governo da nossa freguesia. Passado um ano, o que temos? Uma imensa maioria, com a bancada dos eleitos da CDU e do PS a apoiar quando necessário (é indisfarçável) ainda, que aparentemente, sem passar “cheques em branco”. O que resta? Restam, logicamente, os eleitos do MCCP, o membro independente (ex-Chega), PSD e BE (ordem dos resultados eleitorais), que têm a muito digna responsabilidade de realizar ao longo do mandato a devida oposição.

O PSD, sabe (há muito tempo) que os meios e recursos humanos existentes são de per se insuficientes na gestão e/ou actividades (competências) atribuídas à Junta de Freguesia. Sabemos, também, que o Pinhal Novo cresceu (e vai continuar a crescer) inevitavelmente em todos os sentidos, sendo hoje maior centro urbano do Concelho de Palmela: somos cerca de 27 000! habitantes, números provisórios dos últimos censos. Este facto, aliado à nossa vasta zona rural e geografia, torna a nossa freguesia um local ímpar para a criação de novas oportunidades económicas, sociais, culturais e ambientais. Queremos dizer com isto que: é necessário conseguir captar e criar mais oportunidades para o investimento privado. Estas razões justificam a importância absolutamente crucial da transferência de novas competências do Município para a nossa Junta de Freguesia.

Indo ao âmago da questão, a Junta de Freguesia é o nosso governo, o principal interlocutor dos nossos/as fregueses/as junto do Município, apesar de ser um órgão inframunicipal não pode ser “olhado” de cima para baixo. Não tomem esta afirmação à laia de um “Liberdadeiro empedernido” (HERCULANO). O que os nossos/as fregueses/as querem é respostas concretas para os problemas concretos e prioritários.

O Executivo actual assumiu desde o início que o mandato seria um projecto de continuidade. E criticámos, negativamente. Faltou ambição de propor diferente! É sempre possível disromper. O(s) Compromisso(s) não deixa(m).

Nas eleições estabelecemos PROPOSTAS primárias e absolutas. As PRIMÁRIAS apelavam, resumidamente, a uma maior: proximidade; participação; crescimento e desenvolvimento socioeconómico; inclusão e acessibilidade (física e digital). As ABSOLUTAS: mais eficiência na recolha do lixo urbano e monos; saneamento básico em diversas zonas rurais; posto móvel de saúde da Junta de Freguesia; requalificação  da rede viária (a decorrer), o desenvolvimento de um skatepark outdoor e indoor (a realidade actual demonstra que a proposta faz todo o sentido) e um pavilhão multiusos preparado para o desporto adaptado.

Conseguimos fazer aprovar duas moções: o desenvolvimento e concretização de um Sítio Web Acessível e a criação da Provedoria da Inclusão, ambas aprovadas por unanimidade. Alcançámos o acolhimento de duas recomendações, a realização de Fórum Internacional Ableista (referente à Acessibilidade e Inclusão) e a criação de um Espaço de Debate sobre Acessibilidade e Inclusão.

Na última Assembleia de Freguesia (21/9), solicitei um ponto de situação. Ficou a “promessa” termos “novidades” sobre Sítio Web Acessível em Novembro. Quanto ao resto: faltam recursos humanos e que neste momento decorrem reuniões com uma entidade parceira para “tentar” dar resposta. Aprovaram e acolheram as propostas para quê?

No início do mandato, o Executivo, informou que para dissipar dúvidas sobre os apoios ao movimento associativo, seria criado de acordo com cronograma, um “regulamento de apoio ao movimento associativo”, seria apresentado no final do ano. Perguntamos: 1 ano, ou quase, para elaborar um regulamento?

Foi também solicitado, por um membro de outra força partidária, na 1ª Assembleia de Freguesia Ordinária, a emissão do cartão especial de apresentação nos termos do n.º 11, do artigo 13.º, do Regimento da Assembleia de Freguesia. Obteve anuência mas até hoje, nada. Isto, quando sabemos que existe um conhecido estabelecimento comercial pinhalnovense, que produz este tipo de cartões de “um dia para o outro”, quando não no próprio dia.

No seguimento, e no final da resposta o Sr. Presidente, tentou colar a intervenção do membro do PSD o labéu infamante de Populista. Tentou. Entre Holodomor/Gulags, Tarrafal, Auschwitz, entre outros, não escolho nenhum. Eu sou do PPD/PSD.

Não resisto em citar o que Sr. Presidente Álvaro Amaro, disse na Reunião de Câmara de 25 de Outubro de 2021, “as pessoas e os eleitos não são aquilo que parecem, nem são aquilo que dizem, são sobretudo aquilo que fazem”. O camarada tem razão! É fazer! Sabemos que a gestão corrente da Junta de Freguesia “dá muito trabalho”, mas há “coisas” que são incompreensíveis. Ou não.

Na última Assembleia de Freguesia abordei o tema da Pressão da Água, de acordo com o Sr. Presidente o número de queixas é zero, portanto, problema (quase) resolvido. Referi também a abordagem de uma freguesa, vale o que vale, até poderia estar a criar um artifício, infelizmente não foi o caso. No seguimento, e no final da resposta o Sr. Presidente, tentou colar a intervenção do membro do PSD o labéu infamante de Populista. Tentou. Entre Holodomor/Gulags, Tarrafal, Auschwitz, entre outros, não escolho nenhum. Eu sou do PPD/PSD.

Não é a primeira vez que tenta apoucar o membro do PSD, para gáudio do Executivo, Mesa de Assembleia, a sua bancada ou bancadas e alguns presentes, fregueses ou não. A eloquência das longas respostas do Sr. Presidente, permite-lhe elaborar alguns remoques, em contraste com a postura do membro do PSD mais coloquial, ou seja, espontâneo, directo, frontal, e assim continuaremos. Da nossa parte, conte sempre com uma boa dose de humor e urbanidade limitada ao contexto e afirmações proferidas.

Finalmente, o senhor freguês ou a senhora freguesa, sabem o que são ERJ’s ou PLD’s?

Hélder Alves

Membro do PSD na Assembleia de Freguesia de Pinhal Novo

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https://linktr.ee/acimadetudopinhalnovo

Jornal do Pinhal Novo, 18/11/2022
Fotografia/Drone © Pierre Mollier

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(Este texto é escrito ao abrigo do antigo acordo ortográfico)

Comunicado – Apoie o Comércio Local

A Comissão Politica do PSD Palmela lançou nas últimas semanas nas redes socias e comunicação social uma campanha de apoio ao comércio local no Concelho de Palmela.

A pandemia em que vivemos, para além de graves problemas de saúde pública, tem também trazido grandes problemas ao nível da economia, com o crescimento do desemprego e com o encerramento de empresas.

Palmela não é exceção. A economia local tem sofrido quer ao nível do turismo, quer ao nível da restauração, mas também ao nível do pequeno comércio local, que nos últimos anos já vem passando por grandes dificuldades, podendo agora perder-se na sua maioria e desaparecer irremediavelmente da maneira como sempre o conhecemos.

Lamentavelmente, o governo não tem tomado medidas certas e necessárias para este sector que tanto carece de ajuda deixando assim ao abandono milhares de portugueses que têm no seu pequeno negócio a única fonte de rendimento.

O PSD Palmela entende também que o poder local do nosso concelho não tem agido no combate à recessão económica como pode e deve, aproveitando o conhecimento que tem do território, o conhecimento das nossas gentes e a proximidade com a população.

O PSD Palmela exige que as autarquias do concelho tenham um papel preponderante na recuperação económica e na coesão social, chegando primeiro aos mais desfavorecidos.

Será no entanto necessária a ajuda de todos, face a esta situação pandémica grave e inédita nas nossas vidas.

É por isso que apelamos à população, que neste Natal, compre na sua terra. Compre mais próximo, mais seguro, com mais qualidade, e sobretudo contribuía para a diminuição do desemprego, ajudando assim a salvar a economia do concelho de Palmela!

 

A Comissão Politica de Secção do PSD Palmela.

Avante que ninguém fica limpo

Num país, como Portugal, com um atraso estrutural dantesco em termos de cultura política não é de estranhar, mas é de lamentar, a existência de uma organização política com significativa força eleitoral como o Partido Comunista Português (PCP), que ainda governa 20 câmaras e possui, junto com o seu apêndice PEV, 12 deputados na Assembleia da República. A raiz de todo o mal reside aqui.

Gozando do beneplácito de muita comunicação social, ora militante ora ignorante, prossegue impunemente a sua patética luta pela “ditadura do proletariado” em pleno século XXI… A presunção de que representa o “povo”, embora este na sua grande maioria teime em não se fazer representar pelo PCP em sucessivos atos eleitorais, junto com uma ridícula “superioridade moral” que acredita ser ungido justifica que em plena calamidade se considere no direito de realizar um Festival de Música mascarado de “Festa Política” para açambarcar gulosamente avultados lucros financeiros. Em suma, um Partido anticapitalista doentiamente obcecado em capitalizar lucros, mesmo que isso implique um elevado risco para a saúde pública do mesmo “povo” por quem diz lutar e que se considera representar.

A trama conta com a cumplicidade manhosa do Governo socialista – em troca de voto favorável no próximo orçamento de Estado? – que, finório, finge não ter nada a ver com a realização do dito Festival disfarçado de “Festa Política” deixando tacitamente o PCP isolado na obstinação da realização do certame quando efetivamente é cúmplice da concretização de um Festival de Música onde se vende bilhetes sem controle, independentemente das “restrições” que o mesmo permitiu que a Direção Geral da Saúde, com a cautela e o respeitinho que se deve ter com um amigo do patrão, fizesse.

A prepotência com que o Partido Comunista Português impõe ao país e aos portugueses a realização deste Festival de Música na presente situação de calamidade é a prova acabada do comportamento mais abjeto e sujo que já assisti em política nas últimas décadas. É demasiado repugnante para ser verdade, mas é verdade. E tem dois responsáveis. Um ativo: Partido Comunista, que vai abocanhar as receitas do certame. Um passivo: Partido Socialista, que sabe que um favor, político ou não, cobra-se sempre.

Para compor o ramalhete restam os artistas que, sem qualquer pudor, aceitaram participar no Festival. A vergonha que resta ao PCP e ao PS não sobra para os ditos. Se participar num Festival onde se exaltam ditaduras e assassinos é por si algo de miserável, participar naquilo em situação de calamidade é ainda mais reles. Moral da história: quando se brinca na lama ninguém fica limpo.

 

Por Colin Marques, Diário do Distrito.

Paulo Ribeiro: um líder que se candidata

Quando olhamos para o panorama político local, sobretudo para os cargos da vereação autárquica em Palmela, o cenário é pavoroso. Um Executivo dominado pela CDU que apenas se distingue por aquela arrogância que caracteriza quem não tem qualquer ideia de governação para o concelho mas que pela ortodoxia intrínseca se considera predestinada a governar por uma alegada superioridade moral que lhes meteram na cabeça ser real. Depois temos o PS, igual a si próprio, no papel de sacristão zeloso da governação comunista, orgulhoso por contribuir para o Executivo com o vereador com pelouros mais mal preparado que é possível conceber. A compor o ramalhete está ainda o MIM, com a sua infinita boa vontade para fazer algumas coisas, que ainda não identificaram. No meio de tudo isto sobra Paulo Ribeiro, o único que destoa deste, digamos assim…, contexto.

E é sobre Paulo Ribeiro que importa deter atenção. O Vereador da Coligação PSD-CDS na Câmara Municipal de Palmela anunciou a sua candidatura à presidência da Distrital de Setúbal do Partido Social Democrata, o que configura uma excelente oportunidade para o PSD. E também para Palmela, que pode colocar um autarca local na direção de uma das mais importantes estruturas políticas do Distrito.

Paulo Ribeiro é um político com um fantástico potencial. É dotado de uma inteligência claramente acima de média da classe política, mesmo a nível nacional – basta que recordemos os debates autárquicos de 2013 e de 2017 que se concluíram com a humilhação intelectual dos seus oponentes. Tem uma capacidade raciocínio rápido que concilia com uma oratória notável, que nunca deixa de surpreender pela acutilância.

É afável e humilde. Nunca o ouvi começar uma frase pelo pronome pessoal “eu”. É uma pessoa com quem é fácil simpatizar e confiar. Tem uma capacidade de trabalho impressionante, consegue conciliar uma carreira profissional multifacetada com as suas exigentes responsabilidades familiares e ainda com a difícil, mas dignificante, tarefa de ser a única oposição à governação comunista em Palmela.

A candidatura de Paulo Ribeiro é um reflexo do próprio candidato. Agregadora de múltiplas sensibilidades internas do Partido que consegue federar. Afirma-se pela positiva, trata com responsabilidade e respeito a candidatura do seu adversário, Pedro Filipe Tomás, com quem já afirmou publicamente contar para os desafios autárquicos que se avizinham contra os verdadeiros adversários do Partido, o PS e a CDU. Pretende unir e não dividir, como se espera de um líder. E Paulo Ribeiro é um líder, um líder que se candidata e não um candidato a líder, feliz do partido que pode contar com um líder assim.

Todavia, o sucesso ou a possibilidade de sucesso de uns resulta na inveja e no revanchismo de outros. Esse é o preço do sucesso. Que ainda se torna mais evidente quando este sucesso é público. Por isso, o exercício de cargos políticos mesmo bem-sucedido não consegue escapar ao vilipêndio, geralmente boçal.

Perante este cenário, recorro a John Wilmot para deixar um estímulo reconfortante a Paulo Ribeiro. O Conde de Rochester escreveu que “na vida há dois tipos de pessoas que nos odeiam: os estúpidos e os invejosos. Com os primeiros não nos devemos preocupar porque a determinada altura se esquecem de nos odiar. Quanto aos segundos, é diferente, estes nunca vão deixar de nos odiar.” E é com isso que Paulo Ribeiro vai ter necessariamente de aprender a viver.

 

Por Colin Marques, Diário do Distrito.

Combatentes do Ultramar não vão ter um Memorial em Palmela

Na última Assembleia Municipal, realizada a 27 de junho, a Coligação Palmela Mais, por iniciativa o PSD, propôs ao Executivo camarário homenagear de forma pública e dignificante o esforço de guerra dos militares do Concelho que participaram na Guerra do Ultramar, que decorreu entre 1961 e 1975, com a construção de um Memorial num espaço público com visibilidade.

A proposta foi chumbada pela CDU e com as abstenções do PS, do Bloco e do MIM. Em suma, a iniciativa para a construção de um Memorial num local visível para fazer justiça e reconhecer o esforço dos combatentes do Concelho caiu por terra, tendo apenas sido votada favoravelmente pelo PSD e CDS.

Fica portanto registado para memória futura que os antigos combatentes da Guerra do Ultramar não têm um monumento com as características de um Memorial, isto é, algo que chama a atenção e é para sempre memorável, no Concelho porque a CDU, o PS, o Bloco e o MIM não o deixaram.

A propósito do feito, um membro eleito da CDU na Assembleia Municipal colocou a apreensiva questão: “um memorial seria para homenagear que combatentes?” À qual acrescentou uma inquietação: “mas lutaram combatentes de ambos os lados!” E ficamos esclarecidos quanto ao sentido de voto do Partido Comunista Português…

Aliás, esta posição do PCP não constitui novidade, sobretudo para quem leu o delicioso livro autobiográfico de Zita Seabra, “Foi Assim” (da Alêtheia Editores), onde a antiga revolucionária relata que, sobre a Guerra do Ultramar, a ordem expressa da direção do Partido para obediência absoluta pelos militantes era de que em circunstância alguma deviam participar na Guerra passando à clandestinidade. Ordem depois alterada, passando os militantes comunistas a ingressar nas forças armadas para minarem a moral dos militares e angariar adeptos para a causa da “ditadura do proletariado”.

A propósito, recomendo vivamente a leitura desta fantástica aula de história que é o livro de Zita Seabra, sobretudo nas revelações que a autora faz sobre o conturbado período do PREC, o Verão Quente e os acontecimentos do 25 de Novembro de 1975. A obra, é também, a história trágica do Comunismo português e internacional, agora extinto na generalidade dos países civilizados.

É nosso entendimento que, volvidos cerca de 44 anos do término do conflito, nas suas várias frentes de batalha, importa agora e antes que seja demasiado tarde, ou seja, enquanto ainda temos um número significativo de antigos combatentes com vida e saúde, ultrapassar preconceitos ideológicos e unir esforços focados naquilo que é verdadeiramente importante: homenagear os militares do Concelho que combateram na Guerra do Ultramar, respondendo a um esforço extraordinário que naqueles longos anos Portugal lhes pediu.

Que fique claro, embora não tenhamos ilusões que alguns não compreenderão ora por preconceito ideológico ora por disciplina partidária, que este Memorial não pretende ser uma homenagem à Guerra do Ultramar nem às motivações políticas e ideológicas daquela, mas repor justiça aos militares de Palmela que participaram no conflito, na sua esmagadora maioria sem qualquer ligação de simpatia com o regime salazarista e marcelista. Palmela deve-lhes isto. Contudo, compreendemos que muitos dos que conseguiram escapar à participação na Guerra, sobretudo indo viver ilegalmente para outros países ou ficando por cá na clandestinidade revolucionária, se possam sentir incomodados com esta homenagem.

Não obstante, é justo que não desistamos de homenagear que não desistiu de combater. Não vamos esquecer este tema. Os nossos militares merecem um memorial e tudo faremos para ultrapassar esta enorme injustiça que lhes fizeram os eleitos comunistas, socialistas, bloquistas e dum movimento de independentes.

Parabéns à Nova Democracia pela vitória na Grécia

Foi com um misto de alegria e alívio que vi os eleitores gregos se libertarem da governação da extrema-esquerda do Syriza coligada com a extrema-direita neonazi do Aurora Dourada. Fim! Acabou!

Aproveito a oportunidade para anunciar que a Coligação Palmela Mais levará à próxima reunião de Assembleia Municipal ordinária, que terá lugar em setembro, um voto de saudação à eleição de Kyriakos Mitsotakis como novo Primeiro-ministro da Grécia, depois de uma estrondosa vitória eleitoral do Partido Nova Democracia nas eleições legislativas de 7 de julho.

Os eleitores gregos deram um claro sinal à Europa que chegou a hora de enterrar o populismo. A demagogia de Aléxis Tsípras nada trouxe de bom à Grécia e ao povo grego. Da governação do Syriza fica a maior taxa de desemprego de toda a Europa e um dos piores crescimentos económicos da zona euro, criminalidade em alta e segurança, salários e pensões em baixa. Em suma, uma governação miserável em claro contraste com os useiros e vezeiros “amanhãs que cantam” que nunca deixaram de ser a imagem de marca da extrema-esquerda.

Em claro contraste, Kyriakos Mitsotakis prometeu ser o presidente da transparência e da meritocracia, focado no crescimento económico, na criação de postos de trabalho e no aumento da segurança. Não podia ter começado melhor!

Sugestão de Leitura

“O Estado a que Isto Chegou” (Alêtheia) de Alberto Gonçalves. Uma acutilante radiografia da governação dos últimos 10 anos, isto é, de 2009 a 2019 pelo inconfundível e corrosivo estilo de Alberto Gonçalves.

Deixo aqui esta pérola: O “bota-abaixismo”, na belíssima expressão do primeiro-ministro [eng. José Sócrates], é uma espécie de “risco sistémico” aplicado à moral pública: basta alguém sugerir que não vamos longe para o desânimo se propagar e não irmos, de facto, a lado nenhum.

Se, pelo contrário, insistirmos que somos ótimos, convencemo-nos de que o somos e, não tarda, realizaremos proezas magníficas. Note-se que as condições arcaicas do sucesso, como o risco ou o trabalho, não entram na equação. Essencial, neste manual de auto-ajuda coletiva, é o pensamento positivo ou, se quisermos o termo em voga, a “confiança”.»

De leitura obrigatória!

 

Por Colin Marques, Radio Vila.

Combatentes do Ultramar merecem um Memorial em Palmela

Na última Assembleia Municipal, realizada a 27 de junho, a Coligação Palmela Mais, por iniciativa o PSD, propôs ao Executivo camarário homenagear de forma pública e dignificante o esforço de guerra dos militares do Concelho que participaram na Guerra do Ultramar, que decorreu entre 1961 e 1975, com a construção de um Memorial num espaço público com visibilidade.

A proposta foi chumbada pela CDU e com as abstenções do PS, do Bloco e do MIM. Em suma, a iniciativa para a construção de um Memorial num local visível para fazer justiça e reconhecer o esforço dos combatentes do Concelho caiu por terra, tendo apenas sido votada favoravelmente pelo PSD e CDS.

Fica portanto registado para memória futura que os antigos combatentes da Guerra do Ultramar não têm um monumento com as características de um Memorial, isto é, algo que chama a atenção e é para sempre memorável, no Concelho porque a CDU, o PS, o Bloco e o MIM não o deixaram.

A propósito do feito, um membro eleito da CDU na Assembleia Municipal colocou a apreensiva questão: “um memorial seria para homenagear que combatentes?” À qual acrescentou uma inquietação: “mas lutaram combatentes de ambos os lados!” E ficamos esclarecidos quanto ao sentido de voto do Partido Comunista Português…

É nosso entendimento que, volvidos cerca de 44 anos do término do conflito, nas suas várias frentes de batalha, importa agora e antes que seja demasiado tarde, ou seja, enquanto ainda temos um número significativo de antigos combatentes com vida e saúde, ultrapassar preconceitos ideológicos e unir esforços focados naquilo que é verdadeiramente importante: homenagear os militares do Concelho que combateram na Guerra do Ultramar, respondendo a um esforço extraordinário que naqueles longos anos Portugal lhes pediu.

Que fique claro, embora não tenhamos ilusões que alguns não compreenderão ora por preconceito ideológico ora por disciplina partidária, que este Memorial não pretende ser uma homenagem à Guerra do Ultramar nem às motivações políticas e ideológicas daquela, mas repor justiça aos militares de Palmela que participaram no conflito, na sua esmagadora maioria sem qualquer ligação de simpatia com o regime salazarista e marcelista. Palmela deve-lhes isto. Contudo, compreendemos que muitos dos que conseguiram escapar à participação na Guerra, sobretudo indo viver ilegalmente para outros países ou ficando por cá na clandestinidade revolucionária, se possam sentir incomodados com esta homenagem.

Não obstante, é justo que não desistamos de homenagear que não desistiu de combater. E concordamos com Gabriel García Márquez quando sentenciou que “a memória elimina as coisas más e amplia as coisas boas, e que graças a esse artifício conseguimos suportar o peso do passado.”

 

Por Colin Marques, Jornal do Concelho de Palmela.

Palmela deve apostar na plantação de árvores no Concelho

Palmela deve apostar na plantação de árvores no Concelho. Esta é a posição do Partido Social Democrata.

A Câmara Municipal de Palmela deve apostar na criação de uma iniciativa de plantação de árvores totalmente gratuita, a ser realizada em todas as freguesias do Concelho, e cuja responsabilidade logística ficaria a cargo e a expensas do Município, que consistiria na plantação de árvores nativas de Portugal pelos munícipes e turistas que visitam o Concelho.

Esta medida aproximaria os munícipes do Concelho, consolidaria a integração de todos os que escolheram Palmela para residir, e criar-se-ia uma ligação ao mesmo tempo material e simbólica com a plantação de uma árvore.

Também permitiria que quem visita o Concelho possa deixar a sua marca, um símbolo da sua passagem por Palmela, uma recordação viva, que poderá ser visitada num regresso. Isto é, além de tornar o Concelho mais bonito e amigo do ambiente convida turistas e respetivos familiares a revisitarem Palmela.

No nosso entender, esta iniciativa irá contribuir decisivamente para sensibilizar os munícipes para a redução da pegada ecológica, por via da realização de ações de plantação de árvores naturais do País um pouco por todo o concelho, favorecendo o seu embelezamento e a recuperação de zonas degradadas ou mesmo a renaturalização de certas áreas.

A Câmara Municipal disponibilizaria terrenos e plantas, quer pelo potenciamento do aproveitamento arbóreo de terrenos, jardins, parques e outros espaços públicos quer pelo estabelecimento de protocolos com proprietários de terrenos privados.

Imagine ir de Palmela ao Poceirão percorrendo um extenso corredor verde? Não seria fantástico? Os amigos do ambiente e das árvores seguramente concordam. Já Vítor Hugo dizia que é triste que as árvores falem e as pessoas não as ouçam.

Esta é parte do plano ambiental que o PSD Palmela defende para o Concelho. Um plano arrojado que visa a criação de mais zonas verdes e mais parques, o que contribuiria para a redução do calor e diminuição do ruído, além de reduzir a poluição por CO2; e transformar terras sem valor em terras importantes.

O plano que propomos é barato, ideologicamente neutro, e realizável politicamente desde que efetivamente exista vontade política e cívica. Resulta dum comprometimento, de munícipes e turistas com o Concelho, em que todos ganham, e faz com que os cidadãos sintam que os elevados impostos que pagam estão a ser corretamente aplicados.

Antigos Combatentes do Ultramar devem ter um Memorial em Palmela  

Na próxima Assembleia Municipal, que se realizará na próxima quinta-feira, 27 de junho, a Coligação Palmela Mais, por iniciativa o PSD, vai propor ao Executivo camarário homenagear de forma pública e dignificante o esforço de guerra dos militares do Concelho que participaram na Guerra do Ultramar, que decorreu entre 1961 e 1975, com a construção de um Memorial num espaço público com visibilidade.

É nosso entendimento que, volvidos cerca de 44 anos do término do conflito, nas suas várias frentes de batalha, importa agora e antes que seja demasiado tarde, isto é, enquanto ainda temos um número significativo de antigos combatentes com vida e saúde, ultrapassar preconceitos ideológicos e unir esforços para que juntos nos concentremos naquilo que é verdadeiramente importante: homenagear os militares do Concelho que combateram na Guerra do Ultramar, respondendo a um esforço extraordinário que naqueles longos anos Portugal lhes pediu.

Que fique claro, embora não tenhamos ilusões que alguns não compreenderão ora por preconceito ideológico ora por disciplina partidária, que este Memorial não pretende ser uma homenagem à Guerra do Ultramar nem às motivações políticas e ideológicas daquela, mas repor justiça aos militares de Palmela que participaram no conflito, na sua esmagadora maioria sem qualquer ligação de simpatia com o regime salazarista e marcelista. Palmela deve-lhes isto. Contudo, compreendemos que muitos dos que conseguiram escapar à participação na Guerra, sobretudo indo viver ilegalmente para outros países, se possam sentir incomodados com esta homenagem.

Concordamos com Gabriel García Márquez quando sentenciou que “a memória elimina as coisas más e amplia as coisas boas, e que graças a esse artifício conseguimos suportar o peso do passado.”

Assim, vamos propor não apenas a construção de um Memorial aos Combatentes da Guerra do Ultramar num espaço público com visibilidade; mas ainda a realização de várias iniciativas sobre o conflito e a participação dos militares do Concelho no mesmo. Para o efeito pretendemos que seja constituído um grupo de trabalho, composto por elementos Câmara Municipal de Palmela, da Assembleia Municipal de Palmela; da Liga do Combatentes e da sociedade civil para concretizar esta proposta até 2021, ou seja, antes do término do atual mandato dos órgãos executivos e deliberativos do Concelho.

O estrando caso da Assembleia de Freguesia de Quinta do Anjo…

No passado dia 18 de junho, o inacreditável, o inenarrável aconteceu na Assembleia de Freguesia de Quinta do Anjo, que decorreu de forma descentralizada na Sede da Associação de Moradores e Amigos da Quinta da Marquesa II, quando a Presidente Julieta Fonseca Rodrigues não respeitou o ponto 2 da ordem de trabalhos designado de “Período Antes da Ordem do Dia” e não deu a palavra aos eleitos na Assembleia, ou seja os membros não puderam expor nenhum assunto relacionado com a Freguesia.

Antes de mais e por clareza de exposição, convém contextualizar o funcionamento da Assembleia de Freguesia de Quinta do Anjo. O Executivo, denominado pelo eleito do MIM como “Geringonça Montanhoa” – alcunha que pegou de estaca junto da população local – é composto pela CDU e pelo PS, na Assembleia de Freguesia ambos os partidos estão totalmente sintonizados relativamente à absoluta falta de escrutínio ao trabalho Executivo.

Nestes quase dois anos que dura a “Geringonça Montanhoa” nunca foram colocadas pelos membros da Assembleia de Freguesia eleitos pela CDU e pelo PS quaisquer questões incómodas ao Executivo. Aliás, dá-se o caso… digamos assim… pitoresco de questões simpáticas feitas por eleitos socialistas ao Presidente da Junta de Freguesia este já levar uma resposta escrita… Se a memória não me falha, a questão mais incisiva vinda de um eleito socialista foi quando alguém propôs a aquisição de uma viatura de serviço mais recente para utilização do Presidente da Junta de Freguesia.

Além disto, para sermos justos, convém destacar o trabalho de uma senhora eleita pelo PS ao trazer várias saudações para salvar o mundo às reuniões de Assembleia de Freguesia, e das constantes saudações dos eleitos comunistas ao trabalho desenvolvido pelo Executivo.

Portanto, sobram os eleitos pelo PPD/PSD, CDS-PP e MIM para fazerem o escrutínio democrático à gestão da Freguesia. O que acontece em todas as reuniões de Assembleia de Freguesia, sem exceção, muitas vezes de forma acesa e veemente mas sempre com a cordialidade e respeito que se exige e recomenda.

Dito isto, as únicas forças políticas que fazem oposição ao Executivo viram-se na impossibilidade de o fazerem em virtude de não lhes ter sido dada a palavra. O regozijo dos eleitos da CDU e do PS naquele momento foi por demais evidente. A Presidente Julieta Rodrigues alega que deu o referido tempo e todos os eleitos da oposição não estavam atentos. Já foi pedida pelo MIM uma cópia da gravação da reunião da Assembleia de Freguesia – até ao momento sem resposta – para averiguar o que disse a Presidente da Assembleia sobre o ponto 2 da ordem de trabalho.

Caso se confirme que a Presidente Julieta Rodrigues não deu a palavra aos eleitos, não resta outra alternativa além de se retratar publicamente com um pedido de desculpa aos eleitos do PPD/PSD, CDS-PP e MIM e equacionar, com seriedade, a demissão do cargo que ocupa por manifesta falta de competência para o desenvolvimento das respetivas funções.

Aguardemos por novidade e melhores dias. Palmela, Quinta do Anjo, Pinhal Novo e Poceirão/Marateca merecem muito mais.

 

Por Colin Marques, Radio Vila.

Carta aberta aos Pinhalnovenses

Primeiro ano de mandato

Carta aberta aos Pinhalnovenses

Caros Pinhalnovenses,

Dirigo-me a vós como membro da Assembleia de Freguesia de Pinhal novo, passado que está o primeiro ano deste mandato, que é tambem o meu primeiro ano como autarca, por entender que tenho o dever perante a população e mediante as funções de interesse público que desempenho, de dar a conhecer o tipo de gestão que verifico na nossa Junta de Freguesia de maioria CDU.

Faço-o desta forma aberta, por verificar ao longo deste ano, que a fraca afluência nas assembleias de freguesia não permitirá à população em geral avaliar com clareza o desempenho daqueles que decidem politicamente o destino de Pinhal Novo.

Não são boas novidades, e se já esperava ou fazia uma ideia de como é efetuada a gestão por este executivo, ao fim de um ano de participar na Assembleia de Freguesia devo dizer-vos que ainda é bem pior do que aquilo que imaginava.

É de facto muitas vezes surreal como as preocupações e dificuldades da população são tratadas por esta maioria displicente que se julga imune a prestar explicações claras, assumindo a atitude do eu quero posso e mando, demonstrando falta de preparação e muitas vezes ignorância sobre o que se passa na própria freguesia.

A começar pelo orçamento para o presente ano, instrumento de maior importância para a gestão da freguesia, coloquei na assembleia da sua aprovação várias dúvidas por em comparação com orçamentos anteriores, não se verificar um aumento de investimento em áreas como reparação e conservação de escolas, calçadas, manutenção dos aceiros, ou equipamentos lúdicos desportivos, ao contrário do que apregoam.

O que se aprovou para o presente ano apenas mantém a estagnação habitual, nada trouxe de novo ao Pinhal Novo nem caminha na resolução dos principais problemas da população.

Como se tem visto no decorrer do ano, os problemas com a limpeza de bermas e manutenção de aceiros nas zonas rurais aumentaram, e não se notam quaisquer melhorias noutras áreas da competência da Junta de Freguesia.

Não se ambiciona qualquer inovação ou criatividade na obtenção de receitas próprias através de ações realizadas nos espaços próprios da Junta de Freguesia, e que lhe permita criar meios financeiros para realizar projetos em prol da população, sendo eu como eleito pelo PSD/CDS-PP o unico a votar contra este orçamento que foi aprovado pela maioria CDU, mas onde o partido da oposição com mais representantes na assembleia de freguesia, o PS, se absteve e vai fingindo de vez em quando fazer oposição, mas viabilizando as opções da CDU.

Como resposta a estas dúvidas, obtenho muitas vezes por parte do executivo, na pessoa do Sr. Presidente da Junta, respostas como “eu não percebo nada de contabilidade, mas se o número está ai é porque está bem!”, sem haver ninguém do executivo que responda ou auxilie nestas questões, aliás, uma parte do executivo da junta nem costuma marcar presença nas assembleias de Freguesia. Penso que os Pinhalnovenses merecem mais respeito e consideração por parte de quem elegeram para defender os seus interesses, e exigem destes um pouco mais do que a sua dedicação e presença assídua nas festas da freguesia.

Na delegação de competências entre a Camara Municipal e a Junta de Freguesia também nada se alterou, nem ao nível do aumento das competências delegadas, como a manutenção de espaços verdes e a limpeza urbana por exemplo, que continuam a depender da Câmara Municipal, nem ao nivel das verbas financeiras para as competencias que já pertencem à junta de freguesia, onde tudo se manteve na mesma, sendo que ainda reduziram (?) ligeiramente na manutenção e reparação de escolas do ensino básico.

Quando colocados ao executivo problemas tão recorrentes na freguesia como a limpeza urbana, espaços verdes, rede viária ou mobilidade, somos muitas vezes confrontados com a resposta de que “isso é competência da Câmara” (é sempre bom ver a CDU desculpar-se com… a CDU) ou “vamos tentar obter informações”, sendo que as informações raramente chegam.

A juntar a isto, temos ainda obras importantes previstas na freguesia para 2019 por entidades autónomas como as Infraestruturas de Portugal que já são do conhecimento da Câmara Municipal assim como da população interessada, e que a Junta de freguesia ao ser questionada assume o total desconhecimento das mesmas.

Isto acontece, por exemplo, com uma passagem inferior (túnel) que está prevista ser efectuada entre a Rua Alvares Cabral e a Rua do Alentejo, cujos moradores ficaram “presos” entre as linhas de comboio e pretendem reaver há mais de 15 anos o acesso de carro ao Pinhal Novo que lhe foi retirado quando do encerramento das passagens de nível, mas que está agora a ser projectada pela infraestruturas de Portugal para 2019 como passagem apenas pedonal (conforme a própria empresa indica quando questionada). Isto com conhecimento da Câmara Municipal que tem prestado esta informação quando questionada em reuniões públicas.

Mas quem continua a nao saber de nada e a andar à procura de informações é a Junta de freguesia de Pinhal Novo! Tenho questionado sistematicamente o executivo da Junta de Freguesia em todas as assembleias e continuo à espera de informações. No entanto o senhor Presidente da Junta, que não sabia de nada e conheceu esta situação apenas pela minha insistência, não se coíbe de aparecer na comunicação social falando neste assunto como sua grande preocupação! Se está assim tão preocupado, devia saber aquilo que toda a gente já sabe, e devia estar já a atuar na defesa dos interesses da população.

Caros Pinhalnovenses, não é fácil lutar contra este tipo de poder instalado. Um ano depois de ser eleito, o Pinhal Novo não está melhor, nem segue um melhor caminho.

No entanto não desistirei de mudar o rumo e garanto-vos que podem continuar a contar comigo para defender os interesses de todos os Pinhalnovenses, com a força e capacidade que me foi por vós confiada.

Depende de vós o aumento desta força.

Conto convosco.

 

Roberto Lopes Cortegano, Jornal Concelho de Palmela.

Líder da bancada da coligação PSD/CDS-PP na Assembleia de Freguesia de Pinhal Novo

Vice-Presidente do PSD Palmela,

Colin Marques – Eu autarca me confesso…

Qual o balanço que faz deste primeiro ano do mandato depois das eleições?

O balanço que faço deste primeiro ano é que nada de significativo se alterou, nem sequer a arrogância que deriva do exercício do poder quando exercido por uma força política de orientação ideológica totalitária. Embora, em tese, o Partido Comunista tenha perdido a maioria absoluta encontrou no Partido Socialista o acólito político perfeito para continuar a governar da forma que sabe o concelho. Considero inclusive que os resultados das últimas eleições autárquicas determinaram uma governação bastante mais confortável para o Partido Comunista do que em anteriores mandatos em que tinha maioria absoluta.

Que problemas gostaria já de ter visto resolvidos?

Antes de mais que as promessas de obras que se repetem orçamento após orçamento fossem, para variar, cumpridas e não, como habitualmente, adiadas, concretamente as da Torre de Menagem ou as encostas do Castelo. Outras, como a regularização da Ribeira da Salgueirinha, assumem já contornos de uma lenda. Mas, quando problemas bem mais simples de serem resolvidos como a limpeza do espaço público e a recolha de lixo não encontram resposta eficaz do Executivo comunista, não se pode esperar uma melhor atuação face a problemas de maior complexidade.

Que projetos gostava de ver concretizados nos próximos meses?

Embora nem em sonhos acredite que algum projeto será concretizado nos próximos meses, por uma questão de formação cristã, tenho fé que a recolha do lixo conheça melhorias tendo em conta que é uma tarefa que não é realizada diretamente pela Câmara Municipal, mas por uma empresa que pode e deve ser pressionada pelo poder autárquico para realizar um melhor serviço à população que serve. Gostava de viver num concelho com mais estradas alcatroadas, jardins limpos e muito mais árvores plantadas, como eucaliptos nas bermas das estradas. Tenho confiança que um dia isto seja possível, quando finalmente houver uma mudança das forças políticas que gerem o concelho.

A atual maioria da Câmara tem contribuído para uma melhor gestão no concelho de Palmela?

Não, absolutamente nada. A gestão comunista continua a caminhar lenta e penosamente para um final sem brilho, órfã de ideias e estratégia, que faz lembrar a queda da URSS, guardadas as devidas proporções. A única mudança na gestão da Câmara neste mandato reside na quase demissão do Partido Socialista em fazer oposição, o que torna a gestão comunista menos contestada, não obstante os esforços do vereador Paulo Ribeiro, o líder da oposição, que por proposta sua já conseguiu fazer diminuir o IMI no concelho, a única coisa verdadeiramente positiva deste primeiro ano de mandato.

Que análise faz do trabalho da descentralização das competências?

Embora seja prematuro realizar uma apreciação neste momento deste trabalho, vejo a descentralização de competências como algo que poderá ser muito positivo, que ajudará a aproximar o poder autárquico das populações e facilitará a responsabilização dos seus decisores.

Quais as expetativas do novo executivo da JF de Quinta do Anjo?

A Junta de Freguesia da Quinta do Anjo de 2013 a 2017 teve o pior executivo possível liderado pelo mais impreparado autarca que esta terra teve a infelicidade de ter conhecido. Este cenário dantesco tornou impossível ser rivalizado pelo pior por qualquer outro executivo. Todavia, reconheço que há alguma melhoria na gestão da Freguesia com o novo executivo, que se deve no meu entender à presença, ainda que na simples condição de vogais, de Ricardo Marques e Susana Alves. Estes membros do executivo trouxeram alguma vontade de mudar as coisas que veio contrastar com o cinzentismo que costuma caracterizar a gestão autárquica comunista. Estou seguro que se o Partido Comunista tivesse ganho as últimas eleições com maioria absoluta muito pouco ou nada tinha mudado, isto é, com a simples troca de um presidente comunista por outro presidente comunista.

Currículo

Nome: Colin Mateus Marques

Idade: 41

Cargos que já ocupou:

  • Vice-presidente da Comissão Política da Secção de Palmela do PPD/PSD (desde 2015)
  • Vogal da Comissão Política Distrital de Setúbal do PPD/PSD (desde 2014)
  • Membro da Assembleia Municipal de Palmela (desde 2017)
  • Vogal da Assembleia de Freguesia da Quinta do Anjo (desde 2017).
  • Uma frase que defina a freguesia de Quinta do Anjo: um lugar extraordinário muito fácil de amar.

 

in Jornal Concelho de Palmela, Outubro de 20218