Continuação e ponto final. Para já.
Na continuação do último artigo de opinião estivemos presentes, no dia 15 de Fevereiro, no Auditório Municipal de Pinhal Novo (quase) vazio, juntamente com o Presidente do PSD Palmela, Roberto Cortegano, na apresentação Plano de Promoção das Acessibilidades de Pinhal Novo. A Acessibilidade Física e Digital foram assumidas como prioridades primárias no nosso programa eleitoral. Não podíamos faltar, nem faltaremos, à discussão das questões essenciais que promovam o bem-estar da população pinhalnovense.
“esta não é uma matéria de direita ou de esquerda”. Acrescentámos que é uma matéria de Dignidade, Cidadania e Civismo e que na sua base está a Educação
Com a presença da Eng.ª Paula Teles, em representação da Mobilidade e Planeamento do Território, Lda., e do Presidente da Câmara Municipal de Palmela (CMP), foi apresentado um conjunto de prioridades de intervenção através de um diagnóstico/levantamento de necessidades.
Tal como referiu a Eng.ª Paula Teles, “esta não é uma matéria de direita ou de esquerda”. Acrescentámos que é uma matéria de Dignidade, Cidadania e Civismo e que na sua base está a Educação. Acrescentamos agora: a Acessibilidade é uma condição indispensável para a concretização dos direitos constitucionalmente consagrados nos artigos 58.º, 64.º, 66.º, 73.º da Constituição da República Portuguesa e do artigo 9.º da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, entre outras questões atinentes e pertinentes.
Tivemos oportunidade de intervir/questionar. Tal como referimos na campanha eleitoral, connosco não há “sim porque sim, e não porque não”. Desta forma, manifestamos o nosso total apoio ao início desta “revolução”, no centro urbano da nossa terra, do ponto de vista da mobilidade pedonal e ciclável.
Alertámos para o facto de que a CMP e Junta de Freguesia de Pinhal Novo devem ser factor de “pressão”, junto da Infraestruturas de Portugal S.A., no que concerne à “passagem de nível sem guarda” na Rua Pedro Álvares Cabral (interrompida pela linha de caminho de ferro) e Rua Diogo Cão, um perigo para qualquer transeunte, sem possibilidade de mais adjetivação. Esperemos e desejamos que nunca aconteça nenhuma “desgraça”, que leve o Pinhal Novo a abrir noticiários televisivos ou fazer manchetes pelos piores motivos.
Sublinhámos que a Acessibilidade vai além das barreiras físicas, existem também barreiras socioeconómicas (pessoas em risco de pobreza e exclusão social) e cognitivas (pessoas com necessidades específicas). Estas barreiras assumem particular relevância no século XXI que tem a marca indelével do “digital”, portanto, da cultura e cidadania digital. Para que exista uma participação cidadã é essencial que todos/as possam exercer os seus direitos e deveres, no respeito do princípio da dignidade humana e da promoção da inclusão digital como expressão dos Direitos Humanos do século XXI. Neste sentido, pensamos que o desafio da Acessibilidade Digital está a ser negligenciado e deve ser desenvolvido em concomitância com a Acessibilidade Física.
Aguardamos futuros desenvolvimentos.
Hélder Alves
Vogal eleito pelo PSD para a Assembleia de Freguesia de Pinhal Novo
Jornal do Pinhal Novo, 01/03/2022
fotografia Unsplash © Josh Appel
(Este texto é escrito ao abrigo do antigo acordo ortográfico)


