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Palmela deve apostar na plantação de árvores no Concelho

Palmela deve apostar na plantação de árvores no Concelho. Esta é a posição do Partido Social Democrata.

A Câmara Municipal de Palmela deve apostar na criação de uma iniciativa de plantação de árvores totalmente gratuita, a ser realizada em todas as freguesias do Concelho, e cuja responsabilidade logística ficaria a cargo e a expensas do Município, que consistiria na plantação de árvores nativas de Portugal pelos munícipes e turistas que visitam o Concelho.

Esta medida aproximaria os munícipes do Concelho, consolidaria a integração de todos os que escolheram Palmela para residir, e criar-se-ia uma ligação ao mesmo tempo material e simbólica com a plantação de uma árvore.

Também permitiria que quem visita o Concelho possa deixar a sua marca, um símbolo da sua passagem por Palmela, uma recordação viva, que poderá ser visitada num regresso. Isto é, além de tornar o Concelho mais bonito e amigo do ambiente convida turistas e respetivos familiares a revisitarem Palmela.

No nosso entender, esta iniciativa irá contribuir decisivamente para sensibilizar os munícipes para a redução da pegada ecológica, por via da realização de ações de plantação de árvores naturais do País um pouco por todo o concelho, favorecendo o seu embelezamento e a recuperação de zonas degradadas ou mesmo a renaturalização de certas áreas.

A Câmara Municipal disponibilizaria terrenos e plantas, quer pelo potenciamento do aproveitamento arbóreo de terrenos, jardins, parques e outros espaços públicos quer pelo estabelecimento de protocolos com proprietários de terrenos privados.

Imagine ir de Palmela ao Poceirão percorrendo um extenso corredor verde? Não seria fantástico? Os amigos do ambiente e das árvores seguramente concordam. Já Vítor Hugo dizia que é triste que as árvores falem e as pessoas não as ouçam.

Esta é parte do plano ambiental que o PSD Palmela defende para o Concelho. Um plano arrojado que visa a criação de mais zonas verdes e mais parques, o que contribuiria para a redução do calor e diminuição do ruído, além de reduzir a poluição por CO2; e transformar terras sem valor em terras importantes.

O plano que propomos é barato, ideologicamente neutro, e realizável politicamente desde que efetivamente exista vontade política e cívica. Resulta dum comprometimento, de munícipes e turistas com o Concelho, em que todos ganham, e faz com que os cidadãos sintam que os elevados impostos que pagam estão a ser corretamente aplicados.

Antigos Combatentes do Ultramar devem ter um Memorial em Palmela  

Na próxima Assembleia Municipal, que se realizará na próxima quinta-feira, 27 de junho, a Coligação Palmela Mais, por iniciativa o PSD, vai propor ao Executivo camarário homenagear de forma pública e dignificante o esforço de guerra dos militares do Concelho que participaram na Guerra do Ultramar, que decorreu entre 1961 e 1975, com a construção de um Memorial num espaço público com visibilidade.

É nosso entendimento que, volvidos cerca de 44 anos do término do conflito, nas suas várias frentes de batalha, importa agora e antes que seja demasiado tarde, isto é, enquanto ainda temos um número significativo de antigos combatentes com vida e saúde, ultrapassar preconceitos ideológicos e unir esforços para que juntos nos concentremos naquilo que é verdadeiramente importante: homenagear os militares do Concelho que combateram na Guerra do Ultramar, respondendo a um esforço extraordinário que naqueles longos anos Portugal lhes pediu.

Que fique claro, embora não tenhamos ilusões que alguns não compreenderão ora por preconceito ideológico ora por disciplina partidária, que este Memorial não pretende ser uma homenagem à Guerra do Ultramar nem às motivações políticas e ideológicas daquela, mas repor justiça aos militares de Palmela que participaram no conflito, na sua esmagadora maioria sem qualquer ligação de simpatia com o regime salazarista e marcelista. Palmela deve-lhes isto. Contudo, compreendemos que muitos dos que conseguiram escapar à participação na Guerra, sobretudo indo viver ilegalmente para outros países, se possam sentir incomodados com esta homenagem.

Concordamos com Gabriel García Márquez quando sentenciou que “a memória elimina as coisas más e amplia as coisas boas, e que graças a esse artifício conseguimos suportar o peso do passado.”

Assim, vamos propor não apenas a construção de um Memorial aos Combatentes da Guerra do Ultramar num espaço público com visibilidade; mas ainda a realização de várias iniciativas sobre o conflito e a participação dos militares do Concelho no mesmo. Para o efeito pretendemos que seja constituído um grupo de trabalho, composto por elementos Câmara Municipal de Palmela, da Assembleia Municipal de Palmela; da Liga do Combatentes e da sociedade civil para concretizar esta proposta até 2021, ou seja, antes do término do atual mandato dos órgãos executivos e deliberativos do Concelho.

O estrando caso da Assembleia de Freguesia de Quinta do Anjo…

No passado dia 18 de junho, o inacreditável, o inenarrável aconteceu na Assembleia de Freguesia de Quinta do Anjo, que decorreu de forma descentralizada na Sede da Associação de Moradores e Amigos da Quinta da Marquesa II, quando a Presidente Julieta Fonseca Rodrigues não respeitou o ponto 2 da ordem de trabalhos designado de “Período Antes da Ordem do Dia” e não deu a palavra aos eleitos na Assembleia, ou seja os membros não puderam expor nenhum assunto relacionado com a Freguesia.

Antes de mais e por clareza de exposição, convém contextualizar o funcionamento da Assembleia de Freguesia de Quinta do Anjo. O Executivo, denominado pelo eleito do MIM como “Geringonça Montanhoa” – alcunha que pegou de estaca junto da população local – é composto pela CDU e pelo PS, na Assembleia de Freguesia ambos os partidos estão totalmente sintonizados relativamente à absoluta falta de escrutínio ao trabalho Executivo.

Nestes quase dois anos que dura a “Geringonça Montanhoa” nunca foram colocadas pelos membros da Assembleia de Freguesia eleitos pela CDU e pelo PS quaisquer questões incómodas ao Executivo. Aliás, dá-se o caso… digamos assim… pitoresco de questões simpáticas feitas por eleitos socialistas ao Presidente da Junta de Freguesia este já levar uma resposta escrita… Se a memória não me falha, a questão mais incisiva vinda de um eleito socialista foi quando alguém propôs a aquisição de uma viatura de serviço mais recente para utilização do Presidente da Junta de Freguesia.

Além disto, para sermos justos, convém destacar o trabalho de uma senhora eleita pelo PS ao trazer várias saudações para salvar o mundo às reuniões de Assembleia de Freguesia, e das constantes saudações dos eleitos comunistas ao trabalho desenvolvido pelo Executivo.

Portanto, sobram os eleitos pelo PPD/PSD, CDS-PP e MIM para fazerem o escrutínio democrático à gestão da Freguesia. O que acontece em todas as reuniões de Assembleia de Freguesia, sem exceção, muitas vezes de forma acesa e veemente mas sempre com a cordialidade e respeito que se exige e recomenda.

Dito isto, as únicas forças políticas que fazem oposição ao Executivo viram-se na impossibilidade de o fazerem em virtude de não lhes ter sido dada a palavra. O regozijo dos eleitos da CDU e do PS naquele momento foi por demais evidente. A Presidente Julieta Rodrigues alega que deu o referido tempo e todos os eleitos da oposição não estavam atentos. Já foi pedida pelo MIM uma cópia da gravação da reunião da Assembleia de Freguesia – até ao momento sem resposta – para averiguar o que disse a Presidente da Assembleia sobre o ponto 2 da ordem de trabalho.

Caso se confirme que a Presidente Julieta Rodrigues não deu a palavra aos eleitos, não resta outra alternativa além de se retratar publicamente com um pedido de desculpa aos eleitos do PPD/PSD, CDS-PP e MIM e equacionar, com seriedade, a demissão do cargo que ocupa por manifesta falta de competência para o desenvolvimento das respetivas funções.

Aguardemos por novidade e melhores dias. Palmela, Quinta do Anjo, Pinhal Novo e Poceirão/Marateca merecem muito mais.

 

Por Colin Marques, Radio Vila.

Todos são livres para pensar… como eu!

As últimas semanas foram ricas em intolerância e sectarismo. O líder do PSD no Distrito de Setúbal, Bruno Vitorino, decidiu numa publicação do Facebook, mostrar publicamente a sua indignação por o Agrupamento de Escolas de Santo André (Barreiro) ter promovido uma “visita de estudo” ao Auditório da Escola 2/3 da Quinta da Lomba de alunos do 6º e 8º ano com o objetivo de “promover a igualdade de género” e “sensibilizar os alunos para diferentes orientações sexuais”. A sessão foi ministrada por uma Associação LGBTI e teve um custo de 50 cêntimos por aluno.

A manifestação de uma opinião contrária à posição defendida pelos organizadores do “evento”, algo que seria perfeitamente corriqueiro numa democracia normal, rapidamente deu azo a que uma turba fanatizada ideologicamente se insurgisse com violência, perseguição e ameaças diversas para com o autor da crítica àquilo que se designa por ideologia de género e que de acordo com o entendimento de parte muito significativa da esquerda portuguesa não é nem pode ser objeto de qualquer tipo de crítica. A coisa acabou mesmo por levar duas deputadas do Bloco de Esquerda, Joana Mortágua e outra que não me lembro o nome, a apresentar queixa contra Bruno Vitorino na Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CIG).

Vamos por partes. O que é afinal a ideologia de género? Basicamente trata-se de uma ideologia e não de uma ciência que opina que uma pessoa não pertence ao sexo a que corresponde (masculino ou feminino) mas antes do “género” que decide pertencer, sendo que esta identidade de género não é condicionada pelas características do corpo, concretamente os órgãos sexuais.

A ideologia de género brota do marxismo, que depois da derrota copiosa na economia, nesta sua nova roupagem, elege como alvo a família e elementos caracterizadores da masculinidade e feminilidade, as bases tradicionais da família. A este respeito, recordo uma anterior e bem-sucedida censura no verão de 2017, também com queixas na CIG, contra a Porto Editora por esta ter publicados blocos de atividades para crianças dos 4 aos 6 anos, com a particularidade de um ser destinado a meninos (com uma capa azul!) e outro a meninas (com uma capa rosa!). Já antes, em abril de 2016, o Bloco de Esquerda tinha iniciado uma “intifada” cá no burgo pela mudança de nome do Cartão de Cidadão para Cartão de Cidadania, pelo mesmo motivo.

Uma vez que a ideologia de género é uma ideologia situada na área da extrema-esquerda marxista procura impor-se de forma totalitária na sociedade, aliás, a única forma que conhece e concebe de controlo e dominação social. Devagar, contando com a desatenção dos mais distraídos, vai conseguindo este objetivo. Quem se recorda de anúncios televisivos passados na década de 90 e início da década passada protagonizados por modelos como Soraia Chaves (Vodafone), Marisa Cruz (revista Maxmen), Joana Freitas (TV Cabo) e o inesquecível anúncio das garrafas plumas da GALP carregadas por uma modelo que despejava sensualidade feminina? Já se perguntaram por que já não se fazem anúncios destes? O totalitarismo da ideologia de género não os permite, da mesma maneira que também não permite livros com atividades distintas para meninos e meninas.

A concretização dos objetivos da ideologia de género passa necessariamente pela doutrinação dos alunos (quanto mais novos melhor) nas escolas para a criação já do não do clássico marxista “homem novo” mas sim da “pessoa nova”, para isso “visitas de estudo” como a do Agrupamento de Escolas no Barreiro são imprescindíveis.

Pelo exposto, considero que Bruno Vitorino esteve muito bem, agindo com coragem em defesa da Democracia perante esta nova e dissimulada forma de totalitarismo.

 

Por Colin Marques, Diário do Distrito.

Julgar uma campanha política pequenina é um dever cívico

Voltaire sentenciou que “a política tem a sua fonte na perversidade e não na grandeza do espírito humano.” Ocorreu-me este pensamento deste brilhante filósofo que a França ofereceu à humanidade – embora muitos não tenham aprendido nada com ele como já se vai perceber – quando assisti à campanha protagonizada pelo Partido Socialista (PS) em Palmela ao longo dos cinco dias da Festa das Vindimas.

Os socialistas de Palmela alugaram um espaço (stand) com a finalidade de servir como palco de toda a elegância, decoro e elevação política que tanto os une como os galvaniza. O que conseguiram com estrondoso êxito. Ninguém que por lá passou e assistiu ao espectáculo pacóvio exibido ininterruptamente naquele palco pode ter ficado indiferente à triste figura que vários dirigentes socialistas do concelho e do distrito protagonizaram.

Passo a explicar em que consistiu a performance socialista, isto é, da “Alternativa de Confiança”, como sem pudor se intitulam. Ignoro a autoria da ideia, mas, dada a infantilidade da coisa, não é difícil atribuir a façanha à Juventude Socialista de Palmela. O espectáculo consistiu em convidar os transeuntes a atirar uma bola de borracha contra umas latas empinadas em forma de triângulo decoradas com as caras de Pedro Passos Coelho e de alguns dos seus ministros (entre os quais constava o… Presidente da República, o que dada a ignorância oceânica que por ali andava não causa pasmo…) com o objectivo de as derrubar – simbolizando o derrube efectivo do Governo. Quem conseguisse a proeza era premiado com um chapéu vermelho de papel com o símbolo do punho fechado dos socialistas, uma régua e um jornal de campanha. Foram vários, sobretudo crianças mas também adultos infantilizados, que obtiveram sucesso. Embora para o efeito não seja alheio o facto de não haver limite para as tentativas. Não posso deixar de notar que, em jeito de cereja no topo do bolo, a coreografia do espectáculo era encimada por uma faixa com o slogan “é tempo de confiança”…

A coisa fosse da exclusividade dos jotinhas de “Confiança” compreendia a boçalidade do espectáculo. O que verdadeiramente me surpreendeu foi ver dirigentes e autarcas como Raul Manuel Cristóvão, Maria Natividade Coelho ou Pedro Taleço se deixarem cobrir de ridículo e participarem com um entusiasmo de crianças no espectáculo, atirando bolas e ganhando chapéus, além de incentivar outros a fazer o mesmo.

Depois percebi que o povo está coberto de razão quando defende que o “exemplo deve vir de cima”. A própria líder distrital e número um da lista da “Alternativa de Confiança” pelo Distrito, Ana Catarina Mendes, também participou com uma alegria de menina e lá atirou a sua bolinha e ganhou o seu chapeuzinho.

Esta maneira pequenina de fazer política merece ser julgada nas urnas. Espero que assim seja em nome do decoro e da elevação que se deseja na vida pública e política de um país europeu moderno e civilizado.

 

Por Colin Marques, Diário da Região.

Homens de certezas

Charles Bukowsky, poeta e romancista norte-americano, vaticinava em meados do século XX que: “o problema do mundo de hoje é que as pessoas inteligentes estão cheias de dúvidas, e as pessoas idiotas cheias de certezas”. Um pensamento intemporal.

Para nossa desgraça, vivemos numa época de crise económica e financeira que, com maior ou menor veemência, fustiga a generalidade dos países desenvolvidos sem que ninguém, independentemente do seu conhecimento e capacidade intelectual, possa com honestidade se considerar detentor do antídoto para a sua cura.

Todavia, mesmo nesta conjuntura de incerteza, existem pessoas com responsabilidades políticas que estão cheias de certezas. Uma delas é Jerónimo de Sousa – um homem que não permite que qualquer dúvida assalte as suas certezas, sempre e para sempre inabaláveis.

Jerónimo de Sousa tem a certeza do que levou à crise: “consequência da ofensiva da política de direita que se vinha desenvolvendo contra Abril e as suas conquistas”. E como é que ele possui esse conhecimento? Directamente de Álvaro Cunhal, apóstolo de Lenine e Estaline, de quem é discípulo, que em 1980 com “premonitória visão” antecipou a crise de 2008! E sem dúvidas, apenas certezas.

As certezas de Jerónimo de Sousa expressam-se com maior clareza falando barato. Os culpados da crise são os “ideólogos do neoliberalismo” e o “capitalismo”. E a salvação passa por uma “política patriótica e de esquerda”, evidentemente preconizada por ele próprio e pela seita que dirige. Isto é, Jerónimo de Sousa não tem qualquer dúvida que conseguirá ser o único caso de sucesso do modelo comunista da história da humanidade. Para o efeito, ou seja, para alcançar o “sol na terra”, seria apenas necessário que os portugueses ensandecessem e passassem a partilhar idêntica certeza…

As pessoas cheias de certezas geralmente partilham uma retórica demagógica, básica e vulgar, que se expressa por um vocabulário truculento que não se distingue pela elevação nem pelo decoro. Jerónimo de Sousa evidentemente não foge à regra. Por exemplo, Passos Coelho é um “fiteiro empertigado”; Cavaco Silva não tem “seriedade nem ética”; a maioria PSD/CDS uns “grandes mentirosos”; o FMI um “buldogue” que apanha “um pouco de pele e não larga mais”. Mas, esta retórica faz eco na comunicação social que não se cansa de a amplificar repetidamente, como que procurando a adesão a estas certezas da população portuguesa que mais sente as consequências da crise.

Estes homens cheios de certezas num país com uma população informada e esclarecida seriam, quando a sua presença não fosse evitável, tratados com aquele sorriso educado que se reserva aos tontos ou com o repúdio que se reserva aos fanáticos. Infelizmente, em Portugal, existe um “mercado” de seguidores destas certezas que permanece mais ou menos coeso e, pior, com potencialidade de crescimento em épocas como a que atravessamos. E isto não pode deixar de causar preocupação. Homens que só têm certezas são perigosos fanáticos cujas iniciativas acabam invariavelmente em totalitarismos sanguinários.

Como ensinou Bertrand Russell: “essas pessoas só serão inofensivas enquanto forem em pequeno número”. Deus queira que assim continue.

 

Por Colin Mateus Marques, Setúbal na Rede.